terça-feira, maio 15, 2007

Triângulo amoroso


No canto empoeirado da venda
Repousa a triste Mariposa
Beijando eternamente o verniz do armário
Trazendo paz àquela escuridão
Do outro lado do balcão
O velho vendedor observa
A mariposa triste entre a fresta
E na sua eterna solidão
Pensa em sua vida ausente e
Na sorte que nunca lhe bateu à porta
Queria um amor de todos os dias
Como o armário, da Mariposa triste
No silêncio secreto daquele lugar
Surge serena a luz do Luar
Adentrando o leito incansável
Da triste mariposa e seu armário
E o velho tocador de rua
Faz versos na Rua Nua
Corpo colorido de fitas e espelhos
Cantando alto, o louco desvairado
Embala mais uma noite de amor
Entre o velho vendedor
a Mariposa triste
e o amário empoeirado.

Lua







2 comentários:

William Lial disse...

M'a bela. Eu não quero ser esse velho vendedor. (rs!) Mas tenho que dizer uma coisa - como poeta, e como uma crítica -: esse poema está muito bonito. Delicado, belamente melancólico, profundamente tocante. E como se não bastasse, as imagens são lindas.
Um grande beijo, Renata!

Lua disse...

William,
É uma honra para mim tê-lo como crítico da minha poesia.Fico mais feliz ainda por você ter realmente gostado da poesia, faço-as para pessoas como você, sensíveis.
Beijo grande e visite-me sempre!