terça-feira, dezembro 06, 2005

Tudo se renova



Tudo se renova

Não tento te entender
Porque para te entender
Não me entendo
E nesse círculo vicioso
Eu giro e me perco
No compasso desse tango
Que toca ao fundo
No canto vazio e frio;
Desse imenso salão
De madeira no chão
E imensas cortinas
De veludo vermelho
Que por trás dessa pompa
Esconde...
Lágrimas incógnitas
Espalhadas pelas paredes
Marcadas pelos gritos
De dores e desejos
Sentidos, proibidos, vendidos...
De um novo amor antigo
Que quando a noite se finda
Traz o amanhecer que timidamente
Se aproxima de mim e de você
Rasgando o lenço da vida
Magoando essa ferida
Que chora incansavelmente
Como criança sofrida
Anunciando que tudo se renova
E mais tarde...
Começa um outro baile
Onde mais tarde
Mais uma vez
Vou dançar com você