sexta-feira, outubro 27, 2006

"Sem título"

...










...
Sensoriais sentidos
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Entre pernas e mãos
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Que se cruzam no horizonte
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Distante de tudo e todos
.
O amor acontece sublime
.
No quarto dos fundos...

Lua

Assim me sinto quando estou com você...


O Mundo aos Meus Pés
(Los Hermanos)

Composição: Marcelo Camelo

Nada parece tão só
Quando estás aqui pra me dar seu amor
Quando estás aqui pra me dar seu desejo
Meu bem você traz o mundo aos meus pés,
O mundo aos meus pés.
És a rosa que brilha no sol
És estrela de luz sobre o luar
És o amor de mais pura emoção
És verdade entre o céu e o mar
E o mar não há de ir...
Embora pareça que estou apenas
Contando histórias de amor
Eu já não sabia mais como dizer
Que eu te quero tanto.
Brilhas como o sol...
És a rosa que brilha no sol
És perfume de rosa na mão
És a cura mais forte pra dor
És certeza entre o sim e o não
E não amar você é
Loucura

quarta-feira, outubro 25, 2006

"A tempestade que chega é da cor dos teus olhos..."

Dia nublado,
frio.
Monotonia de uma quata-feira,
sem Sol.
Mesmo assim,
O céu está bonito.
Nem sempre
o nosso sorriso está colorido para estar bonito.
Imagina o dia,
ele também tem seus "dias" cinzas.
Sem cor
Sem luz
Sem calor
Mesmo assim,
meu coração vibra ao ver a chuva.
Tão linda,
dando adeus ao céu e nascendo na terra.
Nós também,
precisamos dar adeus ao de sempre e nascer no novo.
Renascer
Germinar
Florir
Envelhecer
E morrer de novo...
Não falo em corpo,
mas em mente repletas de idéias que morrem sem espaço.
Façamos como a chuva.
Vamos abandonar nossas belas nuvens
e partir...
Cair na terra nova
para renascer e ter espaço para florir.
Temos que abandonar nossos guarda-chuva,
pois eles impedem as gotas de reencarnar em nova missão.
Acreditemos,
somos capazes de fazer felizes nossos corações.
Assim como o meu está feliz da vida
nesse dia chuvoso.
Frio...

Lua

segunda-feira, outubro 23, 2006

Em nossos corações, ela sempre renasce, todos os dias em diversos tempos e lugares do mundo...

Vidas da Música










E viva a música
em todas as suas categorias
Seja ela poeta ou poesia
Bem ela sempre nos faz.

Não importa quando
muito menos onde
Mas que seja sempre ela
a encantar o lugar.



Entoada na esquina ou no morro
pela sorte ou pelo tolo
Príncipe ou mendigo da razão
Bela ela sempre será.

E viva a música
em todas as suas dimensões
Em todas as suas vidas
e tantas encarnações.

Que ela nunca alcance
a falível perfeição
Para que não padeça
e nunca morra.


Assim, encarne de vez
No seu leve corpo
Sons da nossa ilusão
que não tardam em pedir socorro.

E viva a música
em sua loucura sã
Pela certeza da escolha
ou simplesmente pela dúvida...

.

De amar

.
o Amor
ou
a Canção
.


Lua

segunda-feira, outubro 16, 2006


"Sempre digo que tento, mas na verdade nunca tentei te esquecer.
Nunca tentei me afastar de você e mentir é pecado.
Pequei, quantas vezes pequei…
Por não ter tido coragem de me jogar daquela cachoeira
E cair nos teus braços molhadaos e ansiosos
Que tanto me esperavam lá em baixo…
Por não ter me livrado da vergonha de corer atrás de você
Quando dissestes que precisava ir e eu, simplesmente deixei,

Sem nem sequer reagir e aceitei…
Por ter errado o caminho de sua casa de propósito
Porque meu medo de enfrentar superou a vontade de estar tão perto e sermos naquela noite um só…
Pequei, como nunca deveria ter pecado.
Quando perdi a única coisa que me fez ser feliz
E que me fez conhecer o amor, pois antes eu nem sequer sabia ser capaz.
Agora me agarro com o que me restou, lembranças, desejos e cartas…
Que leio sentada num canto o que você me escreveu no antes.
Meu coração ficou tão apertado quanto o canto desse quarto sem você.
Minha inspiração partiu quando fostes embora sem olhar para trás
E todos os dias eu parto, só não sei para onde.
Toco um tom, sinto o sabor, vejo em mim a tua cor…delírios.
O que mais posso fazer?

Tua solidão dói em todos as esquinas do meu corpo.
E tu, promestestes nunca mais voltar
Não posso duvidar dessa verdade tão clara.
Amo suas palavras, suas vozes, seus apelos...
Amo sua pele, seu amor, suas amarras...
Amo você muito mais do que a todos que digo amar e amo.
A última coisa que faria agora era me afastar de você, só queria poder escolher…
Não te perder de novo seria minha única razão.
Queria deitar no teu colo quente e sentir no teu mistério par decifrar as respostas
Dos teus sonhos, desejos, vontades, angústias e medos, mas sei que não posso querer.
Errei em não sonhar contigo quando estava em todos os teus planos
E agora é injusto querer invadí-los.
Assim a vida se faz, assim tudo recomeça e segue seu caminho...
Você poderá contra comigo em segredo, com o meu sorriso, meu grito, um abrigo para teus dias nublados sera o meu coração distante. "

Amo-te em todos os meus anoiteceres até o dia em que o dia não acabar.


P.S: Carta encontrada debaixo de uma mesa de bar em Guaramiranga, sem data.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Que as crianças possam sempre cantar e cantar a beleza de serem eternas apredizes...

Que as Crianças Cantem Livres

Taiguara












O tempo passa e atravessa as avenidas
E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé
E o vento forte quebra as telhas e vidraças
E o livro sábio deixa em branco o que não é

Pode não ser essa mulher o que te falta
Pode não ser esse calor o que faz mal
Pode não ser essa gravata o que sufoca
Ou essa falta de dinheiro que é fatal

Vê como um fogo brando funde um ferro duro
Vê como o asfalto é teu jardim se você crê
Que há sol nascente avermelhando o céu escuro
Chamando os homens pro seu tempo de viver

E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ao Povo Bandeirante..

Parabéns Paulistas !!!
"Democracia é coisa séria. E a gente respeita o voto consciente da gente bandeirante...
E o povo da terra mostrou mesmo que sabe votar. Na cabeça, Paulo Maluf, dos cárceres para a Câmara Federal. Reparou-se uma falha grotesca da Justiça. Depois, Celso Russomano, o nobre pugilista de rua, honestíssimo homem de imprensa. Juntos, conduzirão mais tantos honoráveis "zés" de Piratininga ao Congresso.Depois, Clodovil Hernandes, orgulho da moda nacional. Na Câmara, certamente aprovará a Lei que nos designa, oficialmente, "sub-raça", conforme sua bronca na entrevista da Folha. Se bem-sucedido, certamente ganharemos o primeiro "holandês" por opção do Parlamento.Por último, o prolífico Enéas, do Prona, que terá mais quatro anos para aprovar a construção da bomba atômica brasileira.Bravo povo paulista, que quase bota fora esse atrevido Suplicy. De fina estirpe, mete-se somente com projeto de auxílio aos pobres. Ele ouviu a advertência. Que, agora, se comporte.Bravo povo paulista, que nunca se liga nessas bobagens de CPIs. Crédulo no Estadão e na Folha, levou para o Palácio dos Bandeirantes o maior negociador de ambulâncias da história brasileira. Logo, teremos uma concessionária de veículos médicos no Morumbi. Ah, e muitos, muitos negócios nas licitações para o fornecimento das rampas anti-mendigo.E, por fim, palmas para quem vê, no Brasil, um novo horizonte a partir da disciplina prescrita pelo Monsenhor Escrivá. Podemos já queimar a gaveta com as 65 CPIs natimortas. E assumiremos que a Nossa Caixa é bem gerida. Estenderemos a todo o país a nossa máquina de fazer dinheiro com pedágios. Ah, e o Palácio do Planalto tem lugar de sobra para os 400 vestidos de luxo transacionados pela candidata a futura dama. O próximo passo será transformar a Granja do Torto em filial da Daslu, sempre isenta de impostos. Ah, e daqui a alguns dias, se o futuro candidato a presidente e ex-governador da bela São Paulo for eleito, a Daslu deverá criar a moda masculina e exclusiva para burgueses requintados, mas que nunca precisam pagar a conta, pois é só esquecer os impostos e tá tudo pago.É Saaampa, exportando o luxo para o cerrado."
Fazer o que né?!
Fico no enquadramento da pena de não saber votar...e para os conscientes eleitores paulistas, mais uma vez os meus Parabéns!!!

terça-feira, outubro 03, 2006

Tão pequenas, tão intensas e por vezes tão reais que quase posso tocá-las...

PEQUENAS EPIFANIAS


(Caio Fernando Abreu)


Dois ou três almoços, uns silêncios.
Fragmentos disso que chamamos de “minha vida”.

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Há alguns dias, Deus, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro...

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...Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério...

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...E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração...

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...Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania.

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...Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

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...

Emoção...

Simone Saback, que honra!

Fiquei muito feliz com o seu comentário e peço-lhe que entre em contato novamente, pois quero saber mais de você e de suas canções, que sei o quanto são lindas, basta ouvir...Mãos Atadas, Vida e Acidente de Percursso, mas eu quero mais!!!

O Brasil precisa do que é bom, de artistas como você que sabem fazer arte que alimenta a alma, colore de vivas cores o nosso coração e nos enchem o peito de orgulho. Viva as músicas e músicos brasileiros que possuem em si um pouco da alma de cada de um nós e que tem em si, um coração ainda palpitante.

"E viva a música em todas as suas dimensões em todas as suas vidas e encarnações e que ela nunca chegue a falível perfeição, para que não morra na esquina ou no morro, pela sorte ou pelo tolo, príncipe ou mendigo da razão, nem simplesmente pela dúvida

de amar

o amor ou canção."

Beijo grande,

Lua








quinta-feira, agosto 24, 2006

Será que ela existe mesmo ou só anda perdida por aí?!

Paz?










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.

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Fatos e fotos
Retratam a vida
Pintada em vermelho
Pelo sangue derramado
De inocentes sem vida

Em seus leitos de paz
Paz?
Palavra vencida
Passada da validade
Sem a menor vaidade

Perdeu o status
Em tempos de dores
E lágrimas insones
Onde nada somos
Ou nem sequer podemos sonhar...
Diante de tantos ataques
Fogo cruzado entre povos
Assistimos como expectadores

Aterrorizados pela fumaça
Que densa se faz e desfaz
Triste cidades em pedaços
Onde vidas vão sendo roubadas
Por covardes ladrões de almas
Ouvimos gritos soltos

Altos, perdidos no espaço
Desesperados pedindo socoro

Em busca de um fio de esperança,
ESPERANÇA?!!!
Mas essa de tão velha
Já nem ouve mais.

.
.
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quarta-feira, agosto 09, 2006

Sem palavras...

... "quando penso que na vida conheço alguma coisa sobre caminhos, aprendo que o caminho conduz sempre a algum lugar novo “porto seguro ou além-mar”. E que um lugar pode viver dentro de uma pessoa." Tens luzes dentro de ti! Luzes que deságuam no oceano do corpo e que inundam o poço profundo dos olhos dos passantes que te rodeiam. Teus cabelos adornados pelo céu são como flores amarelas, que enfeitam as casa simples dos moradores da bela serra onde te conheci. São amalgamas do mais belo fogo adoçado que queima vespertino de dentro para fora de nós. Teus olhos urgem demonstrar segredos que teimas em manter cativos dentro de ti. São auréolas divinas que norteiam a verdade que carregas consigo. O acaso sereno e belo do balé incidental e sincero das crianças que dividem a existência entre o prazer de ser e amar. São as amostras das virtudes, finos e transparentes como a pele do pêssego... Mas profundos como a beleza plástica das romãs. Tua boca “odisséia” tem a curvatura retilínea e uniforme do âmbar florido em mel cristalino. Parece uma passagem serena para um caminho sem volta, donde pode ser possível senti todas as virtudes, e alguns mistérios envoltos num sorriso azul turquesa: - cálida viagem ao infinito. Toca-los seria reordenar o mundo finito que se compôs em função da perda daquilo que confiamos chamar de paraíso. Teu corpo foi ornado por deuses silvestres que caminhavam, em boa hora, rumo a uma celebração dominical. Tens a estatura perfeita para correr descalça, saltar as ondas do mar, caminhar por dunas em busca do mais belo pôr-do-sol, ou reverenciar a lua por sobre as muralhas urbanas. Ao passo que tens estrelas que escapolem por todo o corpo. Curvas sinuosas, harmônicas, voluptuosas, tão envolventes que podem desconstruir a firmeza viril e lúdica de todos os cavalheiros de boa fé. Tuas mãos são belas, suaves, delicadas, femininas, apontam para vitória. Tua crônica é assim... Como você! Não têm começo nem tem fim... Justifica-se por si mesma. Como o forte amor que representas... Quando eu deixar as coisas de menino e me torna homem. E isso será antes de ti. Quando for tarde em meu viver e as luzes se fizerem pequenas na minha vista cansada. Quando deitado, prostrado diante do mundo me entregar à razão alheia daqueles que vieram me buscar. Quando a rua se fizer mais turva e o badalo final de um último sopro de vida se consumar. E se alguém tardar em me perguntar o que de belo vi nesse mundo de tantas coisas vivas, mas também de desalinho e tristeza. Quero dizer que te conheci. E que você ainda vive. Que te senti e experimentei de tua luz.. Que assim seja!
Querido amigo,Vinícios Ferraz – sem titulo (algum dia entre 17 e 18 de julho).

quarta-feira, agosto 02, 2006

O que falar dessse livro? É difícil, ele já diz tudo.

O que falar desse livro? É difícil, ele já diz tudo.
Infantil? Talvez. A doçura das palavras e crenças em sentimentos tão puros e sinceros que os adultos ainda não compreendam. Lições de amor cativado, laços eternos de amizade, mesmo essa estando distante em outro planeta.
A busca do homem por tudo que é externo, esquecendo que nem ele mesmo se encontrou. Sejam bem vindos ao universo do Pequeno Príncipe, o planeta dele é muito pequeno, porém seu coração abriga o universo.
A Exupèry o meu mais sincero agradecimento e admiração.

" - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto..."

" - Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.
O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

"- O que é importante, a gente não vê...
- A gente não vê...
- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.
- Todas as estrelas estão floridas.
- Tu olharás, de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim, Minha estrela será então qualquer das estrelas. Gostarás de olhar todas elas... Serão, todas, tuas amigas. E depois, eu vou fazer-te um presente...
Ele riu outra vez.
- Ah! meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!
- Pois é ele o meu presente...
- Que queres dizer?
- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...
- Que queres dizer?
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!
E ele riu mais uma vez.
- E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.

Tu explicarás então: "Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!" E eles te julgarão maluco.
Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem..."


Acredito que por isso as estrelas e os mistérios do céu infindo tanto me encantam...Sei que em uma delas habita um belo principezinho que um dia me ensinou a sorrir e chorar, ou melhor, me ensinou o verdadeiro sentido da palavra "amor".

Renata Costa

terça-feira, agosto 01, 2006

Borboleta pequenina saia fora do rosal, venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal...

Borboleta Azul










Borboleta azul
Que paira mansa no ar
Em busca do teu universo
Inverso nas pétalas
Da tua preferida flor lilás
Bailado suave
Encantador olhar
Através de tuas asas
O tempo vive
E a felicidade renasce
Em tons de todas as cores
Lilases...
Vens de lugares longínquos
Para enfeitar a singela primavera
E padecer no crepusculário
Onde num dia qualquer
Sentada em frente ao mar
Sonhaste com o encontro
Do infinito com as tuas mãos
E assim...
Naquele momento, sem querer;
Foste para sempre feliz.


segunda-feira, julho 31, 2006

Essa é a linguagem que sempre quero falar e ouvir...


Linguagem do Mundo



"A parte mais importante e mais sábia da linguagem que o mundo fala, e que todas as pessoas da Terra são capazes de entender em seus corações é o Amor, uma coisa mais antiga que os homens, e que no entanto, ressurge sempre com a mesma força onde quer que duas pessoas, dois pares de olhos se cruzem. Aí está a pura linguagem do mundo, sem explicações, porque o Universo não precisa de explicações para continuar seu caminho no espaço sem fim. Quando se mergulha na linguagem Universal, é fácil entender que sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra,seja no meio de um deserto, seja no meio das grandes cidades. E quando estas pessoas se cruzam, todo o passado e todo o futuro perde qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrívelde que todas as coisas debaixo do solforam escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que faz uma alma gêmea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros. Porque sem isto não haveria qualquer sentido para os sonhos da raça humana..."

Paulo Coelho

domingo, julho 30, 2006

TRANSVERSAL DA ARTE










Tudo que se reflete na ALMA
e pode ser sentido pelo coração
está aqui!
Um pouco de mim e de VOCÊ,
basta querer,
então sonhe!
A Arte te pede PASSAGEM,
carrega BAGAGEM
e o vagão é o seu coração.
abra bem suas asas,
feche seus olhos,
Assim poderemos voar bem longe
para além do horizonte
e quando menos esperar
poderemos pousar...
e seja bem vindo ao nosso MUNDO,
cheio de mundos A desvendar.
tempos de outrora passarão,
caminhos indefinidos virão,
mas hoje terás que tomar tua decisão.
Que Deus nos guie SEMPRE,
pelos campos FLORIDOS
pintados de belas PAISAGENS
formadas por AMOR e ARTE.


quinta-feira, julho 27, 2006

Só não se perca ao entrar no meu...

Infinito
Particular














Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler

Faça sua parte

Eu sou daqui e não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só
mistério, não tem segredo

Vem cá, não tenha medo

A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular ...

(Marisa Monte)

Ganhei esse lindo presente de aniversário do meu querido amigo Vini...

Renata

Por que Renata...
Porque o sol adormece lânguida e suavemente
e os pássaros caminham pelas ruas.
A noite se embebesse de calor
e as rosas se fecham timidamente
em botões de bem-me-quer.
Porque as árvores curvam-se no outono
e e as aldeias convertem-se em metrópoles cantantes.
Por que Renata...
Porque os cães dormem com os gatos
e as chuvas temperam o verão.
As crianças, de tão lépidas dormem as 03:15 da manhã
acompanhando o amanhecer.
Por que Renata...
Porque o bêbado caminha de mãos dadas com a donzela
e as serenatas fazem-se ao meio-dia de domingo.
E os palcos são moradas dos meninos
e os corações agonizam em esperança.
Por que Renata...
Renata é um tudo de pouco
É o ciclo de nada
Plena
Ávida
Acessa
Sublime
Espartana
Louca
Dourada
Porque Renata... É Luz...

quarta-feira, julho 26, 2006


"Era uma vez"














Árvore de pedra
Fincada em meio ao asfalto
Alma exposta em cores
Numa fantasia de criança.

Persistente fim de tarde
Onde num dia esquecido
A felicidade nos abraçou
E um doce anoitecer nasceu.

No encontro do amor
Fez-se luz na escuridão
Clarão dos teus olhos aflitos
No infindo vão da imensidão.

Tumulto de nuvens sedentas
No encontro do céu ardente
Com a mansidão do mar azul
Alquimia em cores da existência.

O meu amor por ti
É uma ave em pleno vôo
Buscando quietude no espaço
No aconchego dos teus braços.

Além da silhueta do horizonte
Num reino distante
Era uma vez...
Eu e Você.





quinta-feira, julho 20, 2006

Hoje é um dia especial...


Dia da Amizade

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
(Saint-Exupéry)

quarta-feira, julho 19, 2006

Você vai lembrar de mim...

"Ouro e Sol"

Versão: Lui Coimbra e Zeca Baleiro

Quando o Sol chegar
E acender o céu
Claro céu sem fim
Flores sem razão
Vão despetalar
Você vai lembrar de mim

Vai lembrar de mim
Quando o azul sem fim
O mar e o vento oeste
Murmurarem sim
Vai lembrar de mim
Nosso sonho de ouro e sol

Era carnaval
E no meu quintal
Soprava o vento oeste
Na janela, luz
Dias tão azuis
Nós andamos sobre o sol

Sem olhar pra trás
Parecendo iguais
Ao sol da tarde oeste
A rolar no chão
Nosso coração
Se tingiu de ouro e sol

Nem juras de felicidade
Nem ilusões de paraíso
Um sorriso e pra sempre levar
Nosso olhar de ouro e sol

Os anos se vão
Dias passarão
Tardes assim
O sol se distrai
Vem a noite e cai
Você vai lembrar de mim

Vai lembrar de mim
Quando em seu jardim
Soprar o vento oeste
Um velho jasmim
Claro céu sem fim
Nós andamos sobre o sol