"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
quarta-feira, maio 14, 2008
Canção do Entardecer
Lembro do tempo que viver era o bastante
E ser feliz era acordar com teu sorriso
Lembro que a tristeza era tão passageira
Como chuva de verão em fim de tarde
Lembro do seu cheiro no lençol pela manhã
E de como você ajeitava os cabelos no espelho
Lembro do olhar distante tão saudoso
Querendo buscar uma canção perdida no tempo
Lembro dos pés descalços inquietos
Como se buscassem liberdade pra voar
Lembro de como os dias eram infindos
E mal podíamos esperar a vida começar
Hoje dar adeus é inevitável
Tenho que fechar a porta e jogar as chaves fora
Desacreditar em tudo que era tão certo
E deixar que o medo destrua a esperança
E dê lugar a solidão que tanto preenche espaço
Encontrei respostas e muitas dúvidas no caminho
Mas enquanto o mundo gira e a Lua brilha
Tudo pode mudar e nunca é tarde pra recomeçar
Renata Maria
Lembro do tempo que viver era o bastante
E ser feliz era acordar com teu sorriso
Lembro que a tristeza era tão passageira
Como chuva de verão em fim de tarde
Lembro do seu cheiro no lençol pela manhã
E de como você ajeitava os cabelos no espelho
Lembro do olhar distante tão saudoso
Querendo buscar uma canção perdida no tempo
Lembro dos pés descalços inquietos
Como se buscassem liberdade pra voar
Lembro de como os dias eram infindos
E mal podíamos esperar a vida começar
Hoje dar adeus é inevitável
Tenho que fechar a porta e jogar as chaves fora
Desacreditar em tudo que era tão certo
E deixar que o medo destrua a esperança
E dê lugar a solidão que tanto preenche espaço
Encontrei respostas e muitas dúvidas no caminho
Mas enquanto o mundo gira e a Lua brilha
Tudo pode mudar e nunca é tarde pra recomeçar
Renata Maria
terça-feira, maio 13, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
MUTUM
Mutum quer dizer mudo. Mutum é uma ave negra que só canta à noite.E Mutum é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e é um menino diferente dos outros. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo.
CANNES 2007
Filme de Encerramento da 39ª Quinzena dos Realizadores
Toronto International Film Festival
Seleção Oficial 2007
Festival do Rio 2007
Melhor Filme
Festival de Cinema de Bogotá
Circulo PreColombino de Plata
London International Film FestivalSeleção Oficial 2007
Festival de BiarritzFrança 2007
Pusan International Film Festival
Em competição 2007 - Coreia
Festival Internacional de Bogota Seleção Oficial 2007
Kiev International Film FestivalSeleção Oficial 2007
Mutum quer dizer mudo. Mutum é uma ave negra que só canta à noite.E Mutum é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e é um menino diferente dos outros. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo. Mutum se inspira na história de Miguilim, da novela "Campo Geral" (Manuelzão e Miguilim), de João Guimarães Rosa (1908 – 1967), considerado o maior escritor brasileiro do século XX, autor de obras-primas como Sagarana e Grande Sertão: Veredas. Com seu poder criativo e imaginação deslumbrante, provocou uma verdadeira revolução na literatura brasileira, inovando na linguagem, nas tramas e na visão de mundo de seus personagens, transformando o sertão num modelo do universo.
O expectador não consegue desgrudar os olhos da grande tela, expressões fortes e tão próximas da câmera que quase se pode tocar, acariciar, sorrir, chorar, sentir o cheiro do sertão e se encantar com suas cores de dia e noite tão peculiares. Em muitos momentos do longa a emoção toma conta de todos, são fatos narrados da vida dos personagens, mas que se faz presente no cotidiano de tantos sertanejos na sua realidade diária e o público ao se dar conta disso, não tem como ficar indiferente. É uma grande lição poder através dos olhos de um coração de criança ainda tão puro e cheio de esperanças as dificuldades, tristezas e confrontos que circundam a vida adulta em um lugar onde tudo teima em sobreviver.
"O sertão de Guimarães Rosa é o mundo..."
Fui assistir e recomendo, é simplesmente fantástico!
Saimos do cinema fortemente emocionados e carregando uma esperança de resgatar a visão de mundo através da pureza do olhar infantil que existe dentro de cada um de nós e que muitas vezes fica esquecida no universo adulto.
...
Festivais e Prêmios
CANNES 2007
Filme de Encerramento da 39ª Quinzena dos Realizadores
Toronto International Film Festival
Seleção Oficial 2007
Festival do Rio 2007
Melhor Filme
Festival de Cinema de Bogotá
Circulo PreColombino de Plata
London International Film FestivalSeleção Oficial 2007
Festival de BiarritzFrança 2007
Pusan International Film Festival
Em competição 2007 - Coreia
Festival Internacional de Bogota Seleção Oficial 2007
Kiev International Film FestivalSeleção Oficial 2007
quinta-feira, maio 08, 2008
...
me leve com você
não importa em que lugar vai dar
o fim da estrada
me leve com você
entre estrelas azuis do céu
onde o fim é infinito
me leve com você
no seu olhar de menino curioso
descobrindo paixões
me leve com você
nos teus braços tão meus
em um só abraço
me leve com você
no pensamento mais distante
para estar sempre perto
me leve com você
na esperança de dias felizes
pois assim será
me leve com você
no seu sorriso tão puro
de quem acredita no amor
me leve com você
por onde quiser seguir
que te levo também
em meu coração
...
Renata Costa
Não deixe escapar...

"Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
(Fernando Pessoa)
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
(Fernando Pessoa)
terça-feira, maio 06, 2008
Um girassol da cor de seu cabelo
Composição: Lô borges e Márcio Borges

Vento solar, estrelas do mar
A terra azul da cor do seu vestido
Vento solar, estrelas do mar
Você ainda quer morar comigo
Se eu cantar não chore não
É só poesia
Eu só preciso ter você
Por mais um dia
Ainda gosto de dançar
Bom dia
Como vai você?
Sol, girassol, vejo o vento solar
Você ainda quer morar comigo
Vento solar estrelas do mar
Um girassol da cor de seu cabelo
Se eu morrer não chore não
É só a lua
É seu vestido cor de maravilha nua
Ainda moro nesta mesma rua
Como vai você?
Você vem?
Ou será que ainda é tarde demais?
Se eu cantar não chore não
É só poesia
Eu só preciso ter você
Por mais um dia
Ainda gosto de dançar
Bom dia
Como vai você?
Você vem?
Será que é tarde demais?
sexta-feira, maio 02, 2008
Linda...
Os olhos não vêem
Mas o coração sente
Andei distante
Jamais ausente
Em silêncio profundo
Eu peço sempre por você
Por nada no mundo
Ia fazer você sofrer
Então por quê tanto chorar
Sofrendo
Tanto se debater, se torturar
Temendo
Por coisas que você ouviu ou inutilmente tenta prever
Palavras nocivas somente o mal podem trazer
Boatos e mentiras
Conflitos e intrigas
Irão minaras chances do amor
Em nossas vidas
Boatos e mentiras
Quantas chances perdidas
De fazer vingar
Floradas de amor
Em nossas vidas
Walter Fernando
Mas o coração sente
Andei distante
Jamais ausente
Em silêncio profundo
Eu peço sempre por você
Por nada no mundo
Ia fazer você sofrer
Então por quê tanto chorar
Sofrendo
Tanto se debater, se torturar
Temendo
Por coisas que você ouviu ou inutilmente tenta prever
Palavras nocivas somente o mal podem trazer
Boatos e mentiras
Conflitos e intrigas
Irão minaras chances do amor
Em nossas vidas
Boatos e mentiras
Quantas chances perdidas
De fazer vingar
Floradas de amor
Em nossas vidas
Walter Fernando
quarta-feira, abril 30, 2008
terça-feira, abril 22, 2008
A bela tradução da trilha sonora do Filme "Apenas uma vez"...
Falling Slowly (Tradução)
Composição: Glen Hansard / Marketa Irglova
Apaixonando-se Lentamente
Eu não te conheço
Mas eu te quero
Ainda mais por isso
As palavras me escapam
E sempre me enganam
E eu não consigo reagir
E jogos que nunca são
Mais do que parecem
Encerrarão sozinhos
Pegue esse barco afundado e gui-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Você tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Apaixonando-se lentamente
Olhos que me conhecem
E não posso voltar
Emoções que me tomam e me apagam
E eu fico triste
Voce já sofreu bastante
E brigou com si mesma
É hora de você ganhar
Pegue esse barco afundado e gui-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Voce tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Pegue esse barco afundado e gui-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Você tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Apaixonando-se lentamente
Cante sua melodia
Eu cantarei junto com você
Falling Slowly (Tradução)
Composição: Glen Hansard / Marketa Irglova
Apaixonando-se Lentamente
Eu não te conheço
Mas eu te quero
Ainda mais por isso
As palavras me escapam
E sempre me enganam
E eu não consigo reagir
E jogos que nunca são
Mais do que parecem
Encerrarão sozinhos
Pegue esse barco afundado e gui-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Você tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Apaixonando-se lentamente
Olhos que me conhecem
E não posso voltar
Emoções que me tomam e me apagam
E eu fico triste
Voce já sofreu bastante
E brigou com si mesma
É hora de você ganhar
Pegue esse barco afundado e gui-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Voce tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Pegue esse barco afundado e gui-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Você tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Apaixonando-se lentamente
Cante sua melodia
Eu cantarei junto com você
"Apenas uma vez"
Bons filmes às vezes são feitos de excelentes roteiros, outras vezes se destacam por atuações brilhantes, e até grandes orçamentos podem gerar ótimos resultados. Mas em alguns momentos o que faz um filme ser genial é justamente a sua simplicidade. No caso de Once (Apenas uma vez, em português), longa-metragem irlandês, a beleza do simples é o que o torna espetacular, além de um conjunto de músicas lindíssimas.
Escrito e dirigido por John Carney, e estrelado e cantado por Glen Hansard (cantor de uma banda irlandesa) e Marketa Irglova (cantora e pianista Tcheca), o filme é centrado na história do personagem de Glen (descrito no roteiro apenas como “rapaz”), músico de rua um tanto solitário após um amor que se foi. Ele se encontra com “garota” (Marketa), uma estrangeira mãe solteira que rapidamente se identifica com a música do rapaz, e os dois iniciam uma amizade marcada pelas canções que tocam e gravam. Um encontro que edifica os dois, os faz compreender e gostar mais de suas vidas.
É um filme extremamente simples e realista. Glen e Marketa são parceiros na vida real, e o diretor é amigo dos dois. O filme foi construído muito naturalmente por eles, e mostra uma Dublin moderna e longe do que costumamos ver em filmes de Irlanda. As interpretações são econômicas, e o roteiro não cai em clichês. É um filme independente, câmera na mão, e muito envolvente. Envolve pela simplicidade, pela delicadeza, pelo realismo e pela maravilhosa música.
As canções são tão boas, e tão emocionais, lembrando muito Damien Rice, ou outros cantores do gênero. Letras lindas que se encaixam perfeitamente à narrativa dos personagens, e que ficam na sua cabeça durante dias. Eu poderia bem dizer que o filme é um musical, mas isto traria um preconceito que não cabe. Once é um musical que coloca as canções de forma tão orgânica, tão longe de coreografias e cenários fakes, que o termo musical simplesmente não cabe.
Bons filmes às vezes são feitos de excelentes roteiros, outras vezes se destacam por atuações brilhantes, e até grandes orçamentos podem gerar ótimos resultados. Mas em alguns momentos o que faz um filme ser genial é justamente a sua simplicidade. No caso de Once (Apenas uma vez, em português), longa-metragem irlandês, a beleza do simples é o que o torna espetacular, além de um conjunto de músicas lindíssimas.
Escrito e dirigido por John Carney, e estrelado e cantado por Glen Hansard (cantor de uma banda irlandesa) e Marketa Irglova (cantora e pianista Tcheca), o filme é centrado na história do personagem de Glen (descrito no roteiro apenas como “rapaz”), músico de rua um tanto solitário após um amor que se foi. Ele se encontra com “garota” (Marketa), uma estrangeira mãe solteira que rapidamente se identifica com a música do rapaz, e os dois iniciam uma amizade marcada pelas canções que tocam e gravam. Um encontro que edifica os dois, os faz compreender e gostar mais de suas vidas.
É um filme extremamente simples e realista. Glen e Marketa são parceiros na vida real, e o diretor é amigo dos dois. O filme foi construído muito naturalmente por eles, e mostra uma Dublin moderna e longe do que costumamos ver em filmes de Irlanda. As interpretações são econômicas, e o roteiro não cai em clichês. É um filme independente, câmera na mão, e muito envolvente. Envolve pela simplicidade, pela delicadeza, pelo realismo e pela maravilhosa música.
As canções são tão boas, e tão emocionais, lembrando muito Damien Rice, ou outros cantores do gênero. Letras lindas que se encaixam perfeitamente à narrativa dos personagens, e que ficam na sua cabeça durante dias. Eu poderia bem dizer que o filme é um musical, mas isto traria um preconceito que não cabe. Once é um musical que coloca as canções de forma tão orgânica, tão longe de coreografias e cenários fakes, que o termo musical simplesmente não cabe.
Além de tudo isso, o Filme foi vencedor do prêmio de público em Sundance e o ator e músico irlandês Glen Hansard concorre a um Oscar como compositor de “Falling Slowly” na categoria melhor canção original e também recebeu duas indicações ao Grammy pela trilha sonora do filme.
...
O filme acaba, e a sensação que fica é de felicidade, além de um sentimento enorme de esperança que tudo na vida pode se recomeçar. Diferente do título, é um filme para não se ver "apenas uma vez", recomendadíssimo!
terça-feira, abril 15, 2008
Poesia In-ventadanão quero ser doce
e nem amargo
meu mundo é de vidro
tenha cuidado
não quero dançar
e muito menos dormir
meu chão é de estrelas
do Cruzeiro do Sul
não quero querer
e nem desejar
meus olhos são espelhos
que podem quebrar
não quero saudade
e muito menos amor
meu coração é deserto
e a noite chegou
não quero sonhar
e muito menos crer
que minha vida é na verdade
Poesia In-ventada.
segunda-feira, abril 14, 2008
"Doce solidão"


Um belo título para uma bela canção. Isso não é nenhuma surpresa para quem conhece o talento musical de Marcelo Camelo. Com suas belas composições, Camelo já conquistou espaço entre grandes nomes do cenário musical de qualidade e teve suas canções gravadas por Maria Rita, Fernanda Porto, Roberta Sá e Ney Matogrosso. Vocalista do Los Hermanos, lançou através do MySpace mais uma nova música. A faixa conta com violão, assobios e a voz do cantor. Até o momento da publicação dessa notícia, a música já havia sido ouvida mais de 18.300 vezes. Recentemente Camelo lançou, também através da página, a canção Téo e a Gaivota.
Cogita-se que o material postado no site seja lançado em um disco solo futuramente. Para os fãs e admiradores da boa música será um presente de Camelo e sua consagração como um dos grandes talentos da música brasileira atual. Eu, já estou ansiosa à espera.
Confira música inédita do Marcelo em www.myspace.com/marcelocamelo
terça-feira, abril 01, 2008
Jardim de casa

Chorou demais
e esqueceu do gelo
da exatidão das palavras
caiu na desgraça
de reforçar na memória
o segredo do desvario
da noite sem sono
Não olha mais o belo pedindo pra ser visto? Esqueceu?
Quantas vezes já disse pra não esperar demais?
Viaja sem destino para um abrigo
longe desse mundo petrificado.
Perdoa teus enigmas
e na vala dos dias renasça
no jardim de tua casa
Não se arrependa
de ter considerado uma trança maior
do que os sonhos que plantaste pequenos
durante a madrugada carregada
do orvalho abençoado
com o cintilar do teu amor sem fim.
Renata Maria

Chorou demais
e esqueceu do gelo
da exatidão das palavras
caiu na desgraça
de reforçar na memória
o segredo do desvario
da noite sem sono
Não olha mais o belo pedindo pra ser visto? Esqueceu?
Quantas vezes já disse pra não esperar demais?
Viaja sem destino para um abrigo
longe desse mundo petrificado.
Perdoa teus enigmas
e na vala dos dias renasça
no jardim de tua casa
Não se arrependa
de ter considerado uma trança maior
do que os sonhos que plantaste pequenos
durante a madrugada carregada
do orvalho abençoado
com o cintilar do teu amor sem fim.
Renata Maria
segunda-feira, março 31, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
Efeitos artificiais
Efeitos artificiais em dias felizes
Luz de néon pintando o rosto conhecido
Na fotografia um mendigo do tempo espera
Meu coração é um escravo de janelas abertas
Onde escrevo de lápis poemas de Drummond
E penso em fugir à cada cinco minutos
Me espera um pouco mais
Vou te buscar, só não sei aonde.
Renata Maria
Luz de néon pintando o rosto conhecido
Na fotografia um mendigo do tempo espera
Meu coração é um escravo de janelas abertas
Onde escrevo de lápis poemas de Drummond
E penso em fugir à cada cinco minutos
Me espera um pouco mais
Vou te buscar, só não sei aonde.
Renata Maria
quarta-feira, março 05, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
terça-feira, fevereiro 19, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Vermelho Bourbon
.
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E mesmo com o céu anunciando uma não trégua a tristeza, ela resolveu sair. Só queria ver os barquinhos de papel na correnteza das cochias sujas, esperando vê-los descer fortemente pelas ondas, até naufragar em algum bueiro ou atracar em qualquer superfície mais seca ou copo descartável ou pedra mais alta de calçamento. Saiu olhando para o chão, olhando o movimento dos próprios pés, levemente molhados e incomodados por grão de areia das calçadas encharcadas. Ela gosta dos pés, acha-os pequenos e pálidos. Por um instante pára de olhá-los e volta a buscar os barquinhos. Se diverte, sorrindo e apreciando o invejável bailar dos passarinhos na chuva. Continua andando, agora, em passos largos, espaços. Percorre diversas Ruas, atravessa Avenidas e nada de encontrar nenhum barquinho de papel. De repente, uma dor, assim, meio distraída. Assustada, ela olha para um dos pés, pequeno, pálido e agora ferido, vermelho de sangue, cor de bourbon. Não chora, mas sente uma imensa revolta. Vê que foi um caco, um triste caco partido, abandonado e perverso que atravessou seu pequeno pé. Pensa na marca, cicatriz profunda que nunca mais fará ela esquecer àquela chuva, a cochia suja, o lixo amontoado entre os paralelepipedos e mesmo sem olhar para o céu, os pássaros continuam lá, dançando e cantando livremente. Mas por um momento, a dor já não há, nem a revolta, nem os pés, nem a palidez, nem o caco, nem a cicatriz, tudo parece sumir, adormercer. Agora, é só o sangue vermelho que escorre na correnteza, fazendo-a parecer algo romântico, cor de paixão, de botão na primavera, de batom de meretriz, e dançando sobre ela o barquinho, que navegando vai partindo, descendo lentamente à correnteza e se vai, levando um sonho, uma vontade, um desejo vermelho cor de bourbon.
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Renata Maria
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
"Se tem de ser, não separam mais..."
Um Sonho Pra ViverBeto Guedes
Quem há de saber
Como o nosso amor começou
Vi o seu olhar
A brilhar aceso na multidão
Tocou meu coração
E tudo mudou
Um só desejo uniu dois corações
Quem sabe dizer
Quanto tempo iria durar
Um amor assim
Justamente o que eu queria pra mim
Um sonho pra viver, e sei que vivi
Mãos que se unem, terão lugar ao sol
A voz amiga do vento traz
A sinfonia da paz
Mãos que se dão, dois corações
Se tem de ser, não separam mais
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Por "Tu"
Só pra "Tu"...
"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!"
Um dia, só por Ele vou querer ser sempre ser mais, todos os dias.
Um dia, só por Ele vou amar muito mais, todos os dias.
Quem sabe isso quer dizer amor...
Só pra "Tu"...
"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!"
Um dia, só por Ele vou querer ser sempre ser mais, todos os dias.
Um dia, só por Ele vou amar muito mais, todos os dias.
Quem sabe isso quer dizer amor...
segunda-feira, janeiro 28, 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Beta
Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
"Eu quero um punhado de estrelas maduras, eu quero a doçura do verbo viver."
Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
"Eu quero um punhado de estrelas maduras, eu quero a doçura do verbo viver."
(Louco Anônimo)
quinta-feira, janeiro 17, 2008
.
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- Oi, meu bem.
- Oi...
- Hoje ouvi uma música e pensei tanto em você.
- Fico feliz de saber, hoje tive um dia tão chato.
- Foi mesmo, que pena. Queria estar perto pra cantar no seu ouvido.
- Também queria você aqui, pertinho de mim.
- Vou cantar um pedacinho, você sabe qual é a música.
É assim:
"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você."
- Sei, sei, também gosto dela.
(silêncio)
- Hoje sinto que tenho uma missão.
- E qual é?Posso saber?
- Vou descomplicar o mundo!
(risos)
- É mesmo!
- Por que você aí também não tenta?
- Só se for com você.Vem pra cá, meu amor, tão bom te ver.
- Saudade?
- Saudade.
- Sabia que pensar em você me faz sorrir sozinha?
- Às vezes isso também acontece comigo.
(silêncio)
- Eu vou, mas promete que vai me ajudar a descomplicar o mundo?
- Acho que não preciso dizer mais nada.
(silêncio e risos)
- Tá bom, tô chegando.
- Te amo.
- O que?
- Nada não, vem logo que a chuva já começou.
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- Oi, meu bem.
- Oi...
- Hoje ouvi uma música e pensei tanto em você.
- Fico feliz de saber, hoje tive um dia tão chato.
- Foi mesmo, que pena. Queria estar perto pra cantar no seu ouvido.
- Também queria você aqui, pertinho de mim.
- Vou cantar um pedacinho, você sabe qual é a música.
É assim:
"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você."
- Sei, sei, também gosto dela.
(silêncio)
- Hoje sinto que tenho uma missão.
- E qual é?Posso saber?
- Vou descomplicar o mundo!
(risos)
- É mesmo!
- Por que você aí também não tenta?
- Só se for com você.Vem pra cá, meu amor, tão bom te ver.
- Saudade?
- Saudade.
- Sabia que pensar em você me faz sorrir sozinha?
- Às vezes isso também acontece comigo.
(silêncio)
- Eu vou, mas promete que vai me ajudar a descomplicar o mundo?
- Acho que não preciso dizer mais nada.
(silêncio e risos)
- Tá bom, tô chegando.
- Te amo.
- O que?
- Nada não, vem logo que a chuva já começou.
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
Tentamos fugir, mas existem dias difíceis...

"Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
Quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira
é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
(Clarice)
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...saudade é isso que estou sentindo enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
A historinha do Passeio...
Pedaço de Janeiro

Era uma vez "Eu" e "Tu"...
Certo dia, enquanto Tu dormia no colo de Eu
Eu sonhava acordada com Tu no colo
O tempo passou, o Sol se mudou, o Mar balançou
Passarinho cantou, o vento dançou e tudo se pintou em viva cor.
Assim foi, aquele pedaço de tarde...
Eu e Tu se foram, andando e amando pelo Passeio
Protegidos sem saber, pela luz do amor que habita o Baobá.
No fundo, tentando despretensiosamente ser felizes,
Caminhando sutilmente de mãos dadas com o destino.
...
Ah, mas não acabou não.
E como já dizia Clarice no conto:
"E foram felizes para sempre, pois o sempre é infinito."
...Um quasentido...
oscorredoresparecemenormes
as cores tão vivas que chegam a doer nos olhos
tua voz e a música me aconchegam entre as paredes infindas
Penso em te escrever uma carta e não enviar
chego a te ouvir me chamando no fim do corredor
rasgoacortinadecoloridosretalhosdesaudade
corroteabraço & quaseparodesentirfrio.
Foto: Renata Maria
as cores tão vivas que chegam a doer nos olhos
tua voz e a música me aconchegam entre as paredes infindas
Penso em te escrever uma carta e não enviar
chego a te ouvir me chamando no fim do corredor
rasgoacortinadecoloridosretalhosdesaudade
corroteabraço & quaseparodesentirfrio.
Foto: Renata Maria
segunda-feira, janeiro 07, 2008
É uma vontade que vem assim, assim...
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"Quero ficar com você
E é tão fundo
Que eu posso dizer
Que o fim do mundo
Não vai chegar mais
Quero ficar com você
E é glória do saber querer
Com longa história
Pra frente e pra trás"
Renato Braz
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"Quero ficar com você
E é tão fundo
Que eu posso dizer
Que o fim do mundo
Não vai chegar mais
Quero ficar com você
E é glória do saber querer
Com longa história
Pra frente e pra trás"
Renato Braz
segunda-feira, dezembro 17, 2007
CrepusculárioSolto em meio à imensidão azul,
céu de tarde quente,
seus olhos se perdiam nos meus
tão timidamente,
e um sorriso se fez
maravilhosamente indeciso
dizendo sim em silêncio
a todas as minhas perguntas.
Nós nos beijamos ardentemente,
como se o mundo fosse expectador
de um filme à beira-mar
e a atmosfera se pintou de uma cor
que aqueles olhos nunca
poderão esquecer.
Lua
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Vini, querido amigo.
Vim agradecer o imenso carinho sempre tão bem expressado na doçura de suas palavras...
"Renata é uma luz que adentra nossas vidas.Costumo dizer que a amo e não sei explicar esse sentimento porque ela corre por dentro de minha pele. Apenas consigo sentir. Espero ser seu amigo para sempre. Sei que você gostará da poesia. Fernando Pessoa a escreveu para você. Numa outra vida... Em outra estação... Beijos..."
Vinícius Ferraz
Um berço
Um braço quente em torno do meu pescoço
Uma voz que cante baixo
Que pareça querer me fazer chorar.
Eu quero um calor no inverno
Um extravio morno da minha consciência.
E depois em sumo
Um sonho calmo
Um espaço enorme
Como a Lua rodando entre as estrelas.
“Fernando Pessoa”
quarta-feira, dezembro 12, 2007
terça-feira, dezembro 11, 2007
Caio para mim, para ti...
"...Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo..."
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Mais tarde...Eles nada pretendiam
e mesmo assim, aconteceu.
Aconteceu daquele jeito:
sem se esperar,
sem se saber que aconteceria.
Um dia desses, comum
mas agora, especial.
Verbos conjugados.
Dois, conjugados no plural.
Plural inconcebível ou incontestável.
São, estão, estaram...
E assim, se foram.
Ela de táxi,
conversando com a lua da janela.
Ele a pé,
contando as estrela da rua.
Os dois,
mais tarde,
de mãos dadas com o infinito.
Lua
sexta-feira, dezembro 07, 2007
O Poeta Inventa Viagem,
Retorno e Morre de Saudade
Retorno e Morre de Saudade
Se for possível, manda-me dizer:
- É lua cheia. A casa está vazia -
Manda-me dizer, e o paraíso
Há de ficar mais perto, e mais recente
Me há de parecer teu rosto incerto.
Manda-me buscar se tens o dia
Tão longo como a noite. Se é verdade
Que sem mim só vês monotonia.
E se te lembras do brilho das marés
De alguns peixes rosados
Numas águas
E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
- É lua nova -
E revestida de luz te volto a ver.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Ela por ElaEu por Ela...
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
...
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...]Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei."
quarta-feira, novembro 28, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
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