
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
quinta-feira, junho 28, 2007
Um pouco de mim?!

segunda-feira, junho 18, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
Para ler ao som de Pra te lembrar...
Cada noite é uma saudade
Saudade que dói, machuca e cresce
Cada Lua é uma lembrança
Lembrança minha e tua
O que tem de comum entre elas:
Estás presente em todas.
Em cada noite, em cada Lua
Por todos os meus dias de saudade
Em todas as minhas lembranças de cada dia.
Lua
terça-feira, junho 05, 2007
Feliz da vidaHoje vou cantar
Aquela triste melodia
Vesti a velha fantasia
E vou pra pista sambar
Quero ver
A linda Colombina
Que me roubou a vida
E me fez amar
Hoje vou morrer
Em plena Avenida
Mas, vou feliz da vida
Lá no céu chegar
Encontrei
Encontrei
O meu amor da vida
Estou feliz da vida
Nunca vou te deixar
Hj vou morrer
Em plena Avenida
Mas, vou feliz da vida
Lá no céu chegar
Encontrei
Encontrei
O meu amor da vida
Estou feliz da vida
Nunca vou te deixar
Renata Costa
segunda-feira, junho 04, 2007
À mesa
"E longe d'ali,
lá fora,
tudo contribuía com ela:
a noite quieta,
a lua espiando escondida,
as pessoas invisíveis a passar,
teimando em tentar existir;
enquanto,
frente a tudo,
diante de seu rosto,
eu não sabia
o que a fazia mais bonita:
o simples fato de existir,
ou o simples fato de
fazer o resto do mundo não existir."
William Lial
No fundo de si
segunda-feira, maio 28, 2007
Cruzamento Bem que tentei, tu sabes.
Mas, já não podia tentar,
tudo era em vão.
Aquele olhar desconhecido
e misteriosamente fascinante,
me fazia esquecer o rumo
a noção de tempo e espaço.
Quantas vezes me perdi
voltando para casa,
no meio do caminho.
Onde a conheci?
- Em uma esquina da vida.
Só depois percebi,
Lua

Cores de todas as cores
Colorindo amores
Pintando ilusão
Cores de tantas belezas
Mulheres princesas
Vermelho paixão
Cores por todos os lados
Coração em pedaços
Tanta desilusão
Cores manchando o espaço
Borrando os pecados
Dos corpos no chão
Cores de dores e amores
Amores de tantas as dores
Dores de amores em cores
Lua
quarta-feira, maio 23, 2007
Sophia de Melo Breyner Andresen
segunda-feira, maio 21, 2007
Samba encantadoCanta,
Teu samba encantado
Da cor do pecado
Que eu quero te ver
Ver o teu corpo molhado
Morrer em meus braços
No amanhecer
Samba,
Teu samba maneiro
Veneno ligeiro
Pra nunca morrer
Morrer a alegria do morro
Que pede socorro
No anoitecer
Bamba,
Na roda de samba
Não deixe cansar
O teu tamborim
Fim de toda a tristeza
Acabou a incerteza
Antes mesmo do fim.
Renata Costa
sexta-feira, maio 18, 2007
Meu coração está em aberto
para troca
ou para venda
escambo ou desengano
Pode entrar
a porta está escancarada
e antes de mais nada
deixe seu recado
dê seu lance
e vá embora
Qualquer dia, quem sabe
aceito a proposta
ou te retorno
para você me subornar
ou tentar me assaltar
Meu coração está pendurado
dou ele por qualquer trocado
só não aceito esmola
e vê se não amola
com esse "eu te amo" disfarçado
Mas, não esqueçe!
Faz nele o que tú quiseres
samba, canta e sapateia
deixa a lixeira cheia
faça festa a noite inteira
Mas, antes de sair
não tente se despedir
feche bem a porta
que é para ele não ver
os versos que fiz pra você
enquanto ele dormia.
Lua
MargaridaAdentra minha vida
Cura essa ferida
Há tempos tão doída
Minha Margarida
Pinta minha ida
Com luzes coloridas
Borrando a despedida
Minha Margarida
Impede minha partida
Saudade tão sofrida
Da moça pequenina
Minha Margarida
Pequenina moça
Tens pena de mim
Levas para onde minha vida?
Para sempre, minha Margarida.
terça-feira, maio 15, 2007

Como o armário, da Mariposa triste
No silêncio secreto daquele lugar
Da triste mariposa e seu armário
quinta-feira, maio 10, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
"Show do Chico"
"Imagina
Imagina
Hoje à noite
A gente se peder"
E nessa noite todos se perderam ao som do sempre surpreendente e doce, Chico buarque de Holanda.Em meio a escuridão e o anúncio do início do show, a emoção tomava o coração daqueles que tanto esperaram e há tanto tempo não ouviam aquela voz tão surreal ao vivo.O show teve início poucos minutos após as 21 horas, seguindo até perto das 23 horas. Tempo suficiente para Chico e banda desfilarem mais de 30 canções, passeando por todo o repertório do álbum “Carioca”, que inspira reflexões do cotidiano urbano. Destaque para as belas versões ao vivo de faixas como “As atrizes”, “Ode aos ratos”, “Sempre” e “Imagina”, parceria entre Chico e Tom Jobim, saudado no palco pelo cantor, dividindo os vocais com a tecladista Bia Paes Leme, um dos momentos mais emocionantes do show.Outro momento bastante emocionante foi quando o cantor fez questão de saudar Jorge Hélder, contrabaixista da banda de Chico e parceiro do compositor em “Bolero blues”. “Muito obrigado a Jorge Hélder, meu parceiro nesta canção, meu irmão cearense", em uma das suas poucas palavras durante a apresentação.Perdidos em melodias novas e antigas, de pais e filhos, amores e desilusões, todos eram uma só emoção.
Ao final, para o delírio da platéia “João e Maria”, de Chico e Sivuca.Nós, ficaremos na esperança de outro dia, novamente, rever esse carioca tão cativante em nossa Terra da Luz.E eu, vou finalizando por aqui, pois só de lembrar dessa noite a emoção não me deixa mais escrever.
segunda-feira, abril 09, 2007
quinta-feira, março 29, 2007

Promessas sem legendas
Amanhã à mesma hora
Da janela do alto
Ao fundo um horizonte doce
Além do portão
-Oh, desculpe foi engano!
Me perdoe a dor da imaginação...
Lua
terça-feira, março 27, 2007
Lua e Estrela, um par perfeito...
Adoro essa música, acho mesmo que ela parece comigo...
Lua e Estrela

Caetano Veloso
Composição: Vinicius Cantuária
Menina do anel de lua e estrela
Raios de sol no céu da cidade
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade
Manhã chegandoLuzes morrendo, nesse espelho
Que é nossa cidade
Quem é você, oh oh oh qual o seu nome
Conta pra mim, diz como eu te encontro
Mas deixa o destino, deixe ao acaso
Quem sabe eu te encontro
De noite no Baixo
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade
segunda-feira, março 26, 2007
sábado, março 24, 2007
"Dia seguinte"
terça-feira, março 20, 2007
"sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu deus mas como você me dói vez em quando.”
segunda-feira, março 12, 2007
Carlinha, amiga que amo.
Essa música dedico a você, apesar dela já ser sua...Gostei muito do trecho que fala dos Domigos chuvosos. Apesar de ser sua, me identifiquei muito com tudo que ela passa, consigo sentir, é realmente muito gostosa!
Funny Little Frog (tradução)
Belle And Sebastian
Sapinho engraçado
Querida te amar é a melhor coisa
Eu consigo ser eu mesmo e consigo cantar
Eu consigo brincar de ser irresponsável
Eu venho para casa tarde da noite e eu amo sua alma
Eu nunca te esqueço em minhas orações
Eu nunca tenho algo de ruim para reportar
Você é minha foto na parede
Você é minha visão no corredor
Você é com quem eu converso
Quando eu volto do meu trabalho
Você é minha garota e você nem sabe
Eu estou vivendo na vida de um poeta
Eu sou o bobo na corte antiga
E você é o sapinho engraçado em minha garganta
A vista de meus olhos estão desaparecendo, minha audição está turva
Eu não consigo estar seguro do estado que eu estou
Eu sou um perigo pra mim mesmo eu tenho começado brigas
Na festa no clube numa noite de sábado
Mas eu não tenho desaprovação da minha garota
Ela tem todos os destaques envoltos em pérolas
Você é minha foto na parede
Você é minha visão no corredor
Você é com quem eu converso
Quando eu volto do meu trabalho
Você é minha garota e você nem sabe
Eu estou vivendo na vida de um poeta
Eu sou o bobo na corte antiga
E você é o sapinho engraçado em minha garganta
Eu tive uma conversa com você noite passada
Foi um pouco desvantajosa mas tudo bem
Eu te conto na cozinha sobre o meu dia
Você senta na cama no escuro trocando de lugar
Com o fantasma que estava lá antes de você vir
Você veio salvar minha vida denovo
Eu não me atrevo a tocar sua mão
Eu não me atrevo a pensar em você em uma forma física
E eu não sei como você cheira
Você é a capa da minha revista
Você é minha dica de moda, um museu vivo
Eu pagaria para te visitar em domingos chuvosos
Eu talvez te contarei sobre tudo isso um dia
sexta-feira, março 09, 2007
* Silêncios *

( Extraído do livro Caio Fernando Abreu- Caio 3D, O Essencial da Década de 1980, p.186)
Entre linhas...
quarta-feira, março 07, 2007
Para alguém que gosta de um ventilador, esse texto é pra ela...
Mas quando você partir...
Afterglow (tradução)Travis
Pôr-do-Sol
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Sophia de Mello Breyner
.
.
APESAR DAS RUÍNAS E DA MORTE
Apesar das Ruínas e da Morte
Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos estão vazias.
.
AUSÊNCIA
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua

Posso estender minhas mãos
Para te buscarem no infinito Universo
E ver nascer uma estrela
No denso céu da tua boca
Céu, onde quero me perder
Para nos teus braços morrer
Quando, enfim, o dia clarear
Na hora mágica do amor
Sinto a multiplicidade dos sentidos
Onde vivo na duração das estações
E desde aquele devaneio de Abril
No qual vi florescer em meu peito
A flor do teu amor com cheiro de Outono
Entendi...
Me finquei nas tuas raízes
Amarrei meu corpo as tuas folhas
Descansei para sempre em tua terra
A semente do meu amor
Lua
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Para quem tem bom gosto, eu recomendo...
Amendoeirasegunda-feira, janeiro 15, 2007
Leiam e sintam a grandiosidade da alma dessa poetisa.
"Meu Poeta e eu"
Nem sempre sou o que transbordamessas rimas de amador.
São coisas de meu poeta
que ora retrata emoções
e ora as inventa dentro de mim.
Pode senti-las noutros corações,
em vidas distantes,
em olhares dispersos.
Mas o que traz consigo
- de vôos pelos sentimentos -
deixo que acomode em meu coração.
Assim serei, por alguns instantes,
o que o poeta deseja transformar em versos.
Não... nem sempre sou o que transbordam
essas rimas de amador.
São coisas de meu poeta,
cuja alma - quando me envolve -
jamais me permite saber quem sou.
Simone Saback
sexta-feira, janeiro 12, 2007
"Flor de Amendoeira"
Tento esquecer os dias vividosCom seu cheiro do meu lado
Mas, é difícil lembrar de esquecer
O futuro é um instante impreciso
Sei que não tens nada com isso
Por isso, tenho a alma nas mãos
Um sorriso nos olhos
E na ilusão, uma flor de amendoeira
Lugares seguros de guardar
Os tesouros do meu lugar
Guardarei tuas cores até o fim,
Pois ficaram estampadas em mim
Mas, deixa isso pra lá...
Antes que eu me vá,
Conta-me teus segredos
Talvez isso me salvará
Natureza quase morta, ressuscita
Só através do amor o corpo vive.
Lua
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Linhas reescritas...
Paulo Camelo
Eternamente Quintana...
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Mais uma belíssima música de Simone Saback...deliciem-se!
VaiComposição: Simone Saback
Espera aí!
Nem vem com essa estória
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi
Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério...
Vivi pra você
Morri pra você
Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
Pois então vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça, suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim
Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
'Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim
(Pois então) vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
(Pois então) vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Uhuu, de volta pra mim
De volta pra mim...
sexta-feira, janeiro 05, 2007
É só fechar os olhos e ver...
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Ele pulsa, vezes sim, vezes não...
Na terra do coração passei o dia pensando - coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação - repetido, invertido - ação, cor - sem sentido - couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.
Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.
Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.
Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.
Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.
Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.
Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.
Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.
Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.
Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.
Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.
Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.
Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.
Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.
Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração teu.
(Pequenas Epifanias, crônicas)
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Quem assim seja...
Queria fazer uma canção de amor.
Para dizer do quanto sinto por você
.
Para te fazer fechar os olhos e dizer:
.
Fica aqui comigo só mais uma vida.
.
Queria fazer para ti uma rima
.
Daquelas que cantam um amor sem fim
.
Para sentir de novo teus braços em mim
.
E esquecer que chegou a hora de me despedir
.
Queria te fazer versos enluarados
.
Para te fazer delirar em pecado
.
E assim me dizer baixinho:
.
Nunca mais vou te esquecer.
.
Mas, como não sou poeta e nem cantador
.
Não faço rimas e nem canções de amor
.
Rogo a Deus por teu amor
.
Por todas as noites que em mim descansa teu cansaço
.
Por todos os dias que acordo e velo teu sono
.
Que sejam meus enquanto durar os céus.
.
Lua
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Trago-te...
Para que com ele brinques e sonhe
Como nos dias de Natal da tua infância
Que esperavas anoitecer para receber o presente
Que tanto havia desejado durante um longo ano
E ao receber tua alegria parecia ser eterna
Trago-te um sorriso para que não deixes escapar
As pequenas alegrias trazidas pelo vento
Que enrosca em teus cabelos
Faz melodia assobiada em teus ouvidos
E sem querer tu deixas passar
Mas, escuta!
Pois, sou eu que estou indo dizer que amo você...
Trago-te um sorriso embrulhado em papel laminado
Com laço vermelho e rosas douradas
E um pequeno cartão feito de céu azul
Escrito no verso:
Cuidado FRÁGIL e APAIXONADO!
Trago-te um sorriso e o carrego de longe
Na minha bagagem, dos confins do espaço
Da longíqua morada onde preparo para ti meu coração
Entre nuvens, estrelas, promessas e canções
Que sempre me são pedidas ou dedicadas
Por corações apaixonados que batem nesta Terra
Para onde vou agora em longa jornada
Te pedir um cantinho, um abrigo, um espaço
Trago-te um sorriso da Lua
Que é para pagar o aluguel
Pois, no seu coração encantado
Quero para sempre viver.
Lua
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Flores Adormecidas

...............
Quero deitar com você
Na relva fria do anoitecer
Cobrir meus olhos de estrelas
Que brincam no céu do teu olhar
Ter a Lua como abajur
E com sua luz ver teu sorriso
Felicidade estampada
Pelas curvas que enquadram
Meus traçados quadris
Nos teus desejos juvenis
Ouvindo suspiros da imaginação
Posso me espelhar completa
No espelhado reluzir
Da tua fina retina
E assim me ver
Bonita...
Entre flores adormecidas
............................... Lua







