terça-feira, março 27, 2007

Lua e Estrela, um par perfeito...

Hoje o céu é belo e prateado... Cobre a cidade uma chuva abençoada, que desce lavando almas e corações apaixonados. Sinto-me bem e feliz!Como eu disse "...o dia seguinte sempre é mais fácil."

Adoro essa música, acho mesmo que ela parece comigo...

Lua e Estrela
Caetano Veloso
Composição: Vinicius Cantuária


Menina do anel de lua e estrela
Raios de sol no céu da cidade
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade

Manhã chegandoLuzes morrendo, nesse espelho
Que é nossa cidade
Quem é você, oh oh oh qual o seu nome
Conta pra mim, diz como eu te encontro
Mas deixa o destino, deixe ao acaso
Quem sabe eu te encontro
De noite no Baixo
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade

segunda-feira, março 26, 2007

...Hoje não quero sentir nada além das batidas rasgadas do meu coração.
Psiu!Será que dá pra fazer silêncio...

sábado, março 24, 2007

"Dia seguinte"

...
Naquela tarde ela sorriu e saiu sem nada dizer.Parecia que eu sentia sua felicidade brotando dos seus pequeninos olhos turvos.Sabia também que logo, logo o sofrimento seria algo inevitável, mas ela teria que ser forte.Ter a certeza de estar ao meu lado era um conforto, como um colo de mãe quando se perde o primeiro amor.Esperei o portão bater e o vento entrar pelas venezianas refrescando meu rosto tranquilo.Fui a cozinha e coloquei a água no fogo, precisava de um café bem forte ou pelo menos sentir o cheiro dele espalhando-se pela sala.Esse cheiro me faz bem, acalma meus sentidos, consigo pensar melhor.Sentei na poltrona da sala e pensei no imenso amor que sinto por ela e o quanto isso me faz bem.Me vi sorrindo sozinha e comecei a sentir o cheiro do café.Sentei na cadeira fria de alumínio da cozinha e tomando o café quis fugir por um instante para encontrá-la.Sabia que ela necessitava do meu cheiro perto de seu rosto como quando a abraço e tudo parece parar.Lá fora o céu está indeciso entre o sol e alguns nuvens chuvosas.Tenho que encontrar aquele CD que tem aquela música que tanto gostamos de ouvir e dizer que é nossa.Hum...aqui está.Como é bom, posso vê-la cantando e olhando fundo nos meus olhos.Acho que ela também pode ouvir e sentir-se melhor, mais protegida.As horas passaram-se lentas e minha vontade de ouvir o bater do portão me fizeram dormir.O portão!Acordei.Já anoiteceu e novamente senti o ventinho vindo das venezianas, dessa vez mais forte e frio.Meu coração estendeu-se num suspiro.Vê-la entrando me aliviou de uma forma impressionante.O CD já chegara ao fim e o café continuava na panela em cima do fogão, frio.Seu sorriso não estava tão largo e aos poucos transformava-se em algo triste e cada vez mais triste, até as lágrimas descerem incontidamente.Eu sabia, esperava por isso.Pude sentir sua decepção, sua frustração com o mundo que lhe criou.Por mais que tudo parecesse desabar, eu estava ali e ela também.O amor nos unia e fortalecia nossas mãos para reconstruir tudo.Abri os braços e chorei com ela dentro deles.Nossos cheiros tão conhecidos estavam molhados e presos em estampas de blusas.Tudo vai passar, eu disse.Ela acreditou e sorriu um sorriso calmo.Levantei e fui buscar uma dose de wisky e alguns pedaços de queijo coalho.Quando me aproximei da rede vi seu sono tranquilo e necessário.Ela amanheceria melhor.Tudo no dia seguinte é mais fácil, torna-se mais comum.Diante daquele ser tão indefeso senti o tamanho do amor que tenho e do quanto o mundo é cruel e traiçoeiro conosco.Ela se mexeu, acomodando-se de maneira mais confortável.Sei que sentiu o meu amor, o meu olhar, a minha proteção.Voltei o CD e coloquei num volume que não atrapalhasse seu sono.Deitei no chão ao lado rede e fiquei observando o céu da janela.O movimento das nuvens e o brilho das estrelas em meio àquela imensidão escura e imcompreensível.Pensei em tanta coisa.Lembranças, saudades, sonhos, pedaços da minha vida passavam como as nuvens diante de meus olhos.Sorri e fechei os olhos.Dormi como se ainda estivesse me vendo aqui, acordada.Naquela noite tive um sonho estranho.Sonhei que ela sorria e saía sem nada dizer.
Lua

terça-feira, março 20, 2007

C.

"sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu deus mas como você me dói vez em quando.”

Caio Fernando

segunda-feira, março 12, 2007


Carlinha, amiga que amo.
Essa música dedico a você, apesar dela já ser sua...Gostei muito do trecho que fala dos Domigos chuvosos. Apesar de ser sua, me identifiquei muito com tudo que ela passa, consigo sentir, é realmente muito gostosa!

Funny Little Frog (tradução)
Belle And Sebastian

Sapinho engraçado


Querida te amar é a melhor coisa
Eu consigo ser eu mesmo e consigo cantar
Eu consigo brincar de ser irresponsável
Eu venho para casa tarde da noite e eu amo sua alma
Eu nunca te esqueço em minhas orações
Eu nunca tenho algo de ruim para reportar

Você é minha foto na parede
Você é minha visão no corredor
Você é com quem eu converso
Quando eu volto do meu trabalho
Você é minha garota e você nem sabe
Eu estou vivendo na vida de um poeta

Eu sou o bobo na corte antiga
E você é o sapinho engraçado em minha garganta
A vista de meus olhos estão desaparecendo, minha audição está turva
Eu não consigo estar seguro do estado que eu estou
Eu sou um perigo pra mim mesmo eu tenho começado brigas
Na festa no clube numa noite de sábado

Mas eu não tenho desaprovação da minha garota
Ela tem todos os destaques envoltos em pérolas
Você é minha foto na parede
Você é minha visão no corredor
Você é com quem eu converso
Quando eu volto do meu trabalho

Você é minha garota e você nem sabe
Eu estou vivendo na vida de um poeta
Eu sou o bobo na corte antiga
E você é o sapinho engraçado em minha garganta
Eu tive uma conversa com você noite passada
Foi um pouco desvantajosa mas tudo bem

Eu te conto na cozinha sobre o meu dia
Você senta na cama no escuro trocando de lugar
Com o fantasma que estava lá antes de você vir
Você veio salvar minha vida denovo
Eu não me atrevo a tocar sua mão
Eu não me atrevo a pensar em você em uma forma física

E eu não sei como você cheira
Você é a capa da minha revista
Você é minha dica de moda, um museu vivo
Eu pagaria para te visitar em domingos chuvosos
Eu talvez te contarei sobre tudo isso um dia

sexta-feira, março 09, 2007

* Silêncios *

.................



Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma alegria além de ti.Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara.

( Extraído do livro Caio Fernando Abreu- Caio 3D, O Essencial da Década de 1980, p.186)

Entre linhas...

"Pagu tem os olhos moles, uns olhos de fazer doer,
Bate-coco quando passa, coração pega a bater
Eh Pagu eh! dói porque
É bom de fazer doer."
(Raul Bopp)
***
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vividoaté a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata."
(Clarice Lispector)
**
"Como se tudo o mais me permitisses, a mim me fotografo
nuns portões de ferro, ocres, altos, e eu mesma
Diluída e mínima."
(Hilda Hilst)
*

quarta-feira, março 07, 2007

Para alguém que gosta de um ventilador, esse texto é pra ela...

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Existem dias e dias.
Para cada um existe uma verdade, muitas vezes não sabemos qual, mas existe.
Entender os sinais que são desenhados nas paredes de nossos olhos, é fundamental. Adoro quando os dias amanhecem nublados e um pouco mais frios, me sinto sempre bem em dias assim. Me encontro nesses dias em meio a sorrisos, sem saber extamente porque estou sorrindo por olhar o céu. Talvez por conseguir ver além do céu, pois sem a forte claridade do Sol é muito mais fácil. Independentemente disso, temos que vivê-los, sejam eles claros ou escuros, frios ou quentes, todos tem sua essência e seus segredos, basta querer desvedá-los ou simplesmente aceitar o que será sempre igual. Busco o desigual, mas pra falar a verdade, nem sempre consigo encontrá-lo e tudo continua como estava.
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Existem noites e noites.
As noite são sempre damas mais belas e misteriosas.
A noite minha existência torna-se mais viva e presente dentro de mim. Saio do círculo, ando em labirinto, corro para todos os meus lados e encontro meus "Eus". Gosto desses encontros noturnos em que meu coração adormece e sonha distante, principalmente quando essas noites são chuvosas e posso ouvir belle and sebastian e elevo meu espírito ao infinito. É bom esquecer quem somos, nem que seja de vez em quando. Fugir das mesmices cotidianas. Pensar em dias que "não sejam tão iguais, repletos de pessoas iguais e palavras iguais", como ouvi na noite passada e essas palavras me fizeram pensar muito. Será que sou sempre igual?!Não sei responder, mas prometo pensar. Não quero ser como tudo é, tão cansativo e morno. Tive vontade de ser um vento que sempre faz bem e mesmo sendo igual todos os dias, ele não cansa.
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Mas quando você partir...

Afterglow (tradução)
Travis


Pôr-do-Sol



Sentindo-me o tempo todo
O tempo todo me sentindo bem
Olhando a lua levanto um sorriso
Levanto um sorriso e faço ter todo o valor
Bem, se você quiser encontrar a parte da mente
Então você poderia encontrar quando quiser
Que você é o pôr do sol
Sentindo tudo bem o tempo todo
Todo o tempo indo apenas

Tirar uma página de minha vida
Sem minha vida deveria ser legal
Se você quiser encontrar a parte da mente
Então você poderia encontrar quando quiser

Que você é o pôr do sol
Você é a meia-noite à mostra
A única que eu conheço
Você viria e então você iria

Mas quando você sair partir
Você não me deixa nada pra mim

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Sophia de Mello Breyner

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APESAR DAS RUÍNAS E DA MORTE

Apesar das Ruínas e da Morte
Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos estão vazias.
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CASA BRANCA
Casa branca em frente ao mar enorme, Com o teu jardim de areia e flores marinhas E o teu silêncio intacto em quem dorme O milagre das coisas que eram minhas.
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AUSÊNCIA
Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua
Cheiro de Outono










Posso estender minhas mãos

Para te buscarem no infinito Universo
E ver nascer uma estrela
No denso céu da tua boca
Céu, onde quero me perder
Para nos teus braços morrer
Quando, enfim, o dia clarear
Na hora mágica do amor
Sinto a multiplicidade dos sentidos
Onde vivo na duração das estações
E desde aquele devaneio de Abril
No qual vi florescer em meu peito
A flor do teu amor com cheiro de Outono
Entendi...
Me finquei nas tuas raízes
Amarrei meu corpo as tuas folhas
Descansei para sempre em tua terra
A semente do meu amor

Lua

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Para quem tem bom gosto, eu recomendo...

Amendoeira

Bebeto Castilho é um dos segredos mais bem guardados da música brasileira, que agora se revela. Sim, este CD solo como cantor (e flautista, e baixista, o que não é de jeito nenhum menos importante) do baixista e solista vocal do mítico Tamba Trio vai funcionar para a maior parte dos ouvintes como uma revelação. Para os outros, fãs como Caetano Veloso, autor do emocionado texto da contracapa, ou Milton Nascimento, que começou a cantar e a, não por acaso, tocar contrabaixo na noite para imitar o Bebeto do Tamba, será uma confirmação. Ou melhor, um sonho: ter à disposição do ouvido um disco inteiro conduzido pela voz de Bebeto, que só volta e meia era convocada nas gravações do Tamba Trio, um grupo notabilizado nos anos 60 e 70 pelas ousadas gravações instrumentais ou pelas harmonizações vocais do grupo formado por, além de Bebeto (contrabaixo, flauta, saxofone e voz solo), Luiz Eça (piano e intrincados arranjos) e Hélcio Milito (bateria e tamba, o set de percussão inventado por ele e que batizou o mais criativo dos nossos trios de bossa nova e samba jazz).

E que arte é essa? Por que Caetanos, Miltons e toda uma geração de artistas da música brasileira celebram tanto este senhor? Por que músicos da novíssima geração, como o sobrinho de Bebeto, Marcelo Camelo dos Los Hermanos, e Kassin, que produziram este CD, ainda continuam a ouvir e a se influenciar por ele?

Primeiramente porque Bebeto é um cantor único no panorama do samba e da música brasileira em geral. Ele canta como toca flauta, sem qualquer empostação, sem qualquer efeito exterior à música, sem qualquer interpretação, sem drama, apenas com as notas precisas, os graves, médios e agudos secos, precisos, com o colorido próprio da composição.

O CD, produzido pelo sobrinho neto "Marcelo Camelo" com zelo de filho pela arte refinada de Bebeto e por Kassin, respeita integralmente a concepção musical de Bebeto e a traduz. É calcado, por exemplo, na mesma formação instrumental do Tamba Trio: o baixo de Bebeto, a bateria (por Ivo Moreira Caldas, que já passou pela banda de Marcos Valle, Roberto Menescal e de tantos outros sambistas bossanovistas) e o piano de Laércio de Freitas, o popular Tio, um gênio não só do instrumento como dos arranjos para orquestra.

Os sambas que ele escolhe para cantar não têm harmonias truncadas, ângulos obtusos, embora o tratamento harmônico seja luxuoso, cuidadoso. São canções redondas que contam histórias, há uma fluidez carinhosa, define Marcelo Camelo. Ele próprio, Camelo, tem a honra de ter um samba gravado pelo tio, Amendoeira, samba-canção triste e leve, com um suingue sutil que não faz feio em meio a um repertório de clássicos como Minha Palhoça, samba de bossa de J. Cascata no qual divide os vocais com outro cantor especial, o baterista Wilson das Neves, e Cabelos Cor de Prata, samba também triste, elegante e leve (mais para suspiro do que lágrima) de Silvio Caldas.

Camelo mergulhou tanto no universo do tio que fez Amendoeira, inspirado em Salgueiro Chorão, samba de Durval Ferreira gravado no primeiro LP de Bebeto, e que também é uma “conversa” com uma árvore. Além de dar uma música para o tio, Camelo trouxe para o disco a juventude, nova geração da música brasileira. É gente como o produtor Kassin (produtor dos discos do Los Hermanos, do CD de Caetano Veloso e Jorge Mautner, do trio com Moreno Veloso e Domenico Lancellotti), e as cantoras Thalma de Freitas (filha do pianista Laércio, que divide com Bebeto os vocais no samba sincopado Pode Ser?, do especialista Geraldo Pereira e de Marino Pinto) e Nina Becker (com quem canta Beijo Distraído, de Durval Ferreira e Regina Werneck), ambas da Orquestra Imperial.

Um momento muito especial do disco é a estréia de um compositor, um tal Luiz Castilho, que tem seu samba de breque cheio de bossa Porta de Cinema, cantado por Bebeto em duo com Camelo. Sobrinho e tio se reúnem para celebrar Luiz, irmão de Bebeto, avô de Camelo, compositor inédito e prolífico, já falecido, e de quem Camelo sabe tudo e pretende aos poucos revelar.

Simples e musicalíssimo como Bebeto, o disco Amendoeira é, por muitos motivos, histórico e revelador. E além de muito bom demais de se ouvir. Tentem parar...

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Hoje recebi um presente que me emocionou. É uma poesia inédita da minha queridíssima Simone Saback que a cada dia que passa me surpreende mais com seu talento e doçura.
Leiam e sintam a grandiosidade da alma dessa poetisa.

"Meu Poeta e eu"

Nem sempre sou o que transbordam
essas rimas de amador.
São coisas de meu poeta
que ora retrata emoções
e ora as inventa dentro de mim.
Pode senti-las noutros corações,
em vidas distantes,
em olhares dispersos.
Mas o que traz consigo
- de vôos pelos sentimentos -
deixo que acomode em meu coração.
Assim serei, por alguns instantes,
o que o poeta deseja transformar em versos.
Não... nem sempre sou o que transbordam
essas rimas de amador.
São coisas de meu poeta,
cuja alma - quando me envolve -
jamais me permite saber quem sou.

Simone Saback

sexta-feira, janeiro 12, 2007

"Flor de Amendoeira"

Tento esquecer os dias vividos
Com seu cheiro do meu lado
Mas, é difícil lembrar de esquecer
O futuro é um instante impreciso
Sei que não tens nada com isso
Por isso, tenho a alma nas mãos
Um sorriso nos olhos
E na ilusão, uma flor de amendoeira
Lugares seguros de guardar
Os tesouros do meu lugar
Guardarei tuas cores até o fim,
Pois ficaram estampadas em mim
Mas, deixa isso pra lá...
Antes que eu me vá,
Conta-me teus segredos
Talvez isso me salvará
Natureza quase morta, ressuscita
Só através do amor o corpo vive.

Lua

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Linhas reescritas...

Esse texto é a bela e delicada linguagem do meu querido amigo Paulo Camelo. Ele consegue traduzir muito bem o cotidiano de íntimos sentimentos, tão íntimos, tão vivos e nossos, que parece até que os sentimos quando lemos.

"Acordou, abriu a janela, respirou e deliciou as cores carinhosas do amanhecer. Queria fazer daquele dia um marco. Que a partir daquela manhã, abriria os braços e agarraria a vida que esquecera na esperança, onde apenas esperava. Titubeou um instante. Medo. Mas dessa vez sentiu que não tinha mais tempo pra ele.. Olhou o quarto, ainda com o cheiro de noite pesada, parou ver contemplar os traços de sua humanidade naqueles enfeites, nas marcas de sua mão na parede, na roupa jogada com pressa no canto. Pensou em quanto tempo da sua vida foi gasta nessas marcas. E de novo sentiu que não tinha mais tempo para isso. Bocejou com preguiça e saiu pela porta. Lutava para não encontrar semelhança do dia anterior. Fez tudo diferente, um café menos amargo, um banho mais demorado. Um atraso calculado e um desejo quase irresistível de pedir demissão. Organizou o que tinha que fazer e fez. Nada de caprichar, nada de querer demonstrar sua falsa idéia de ser a única a ter competência na função. Estava ali pelo salário, nem sabia o que realmente queria estar trabalhando. Ainda novinha entrara na empresa, na época o motivo foi ficar fora do seu quarto, mas depois vieram outros objetivos, e mais outros, até perceber que estava amarrada a uma dívida no cartão... “que dane-se o cartão”, disse baixinho. Quis ligar para ele. Desistiu. Achou que era um momento íntimo demais e se ligasse estragaria tudo. Lembrar dele com carinho foi suficiente e sorriu. Medo. Agora, de perdê-lo. Ah, mas não tinha mesmo tempo para isso! E assim, de medo em medo, foi corajosamente vivendo. "

Paulo Camelo

Eternamente Quintana...

"Amar: Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro."


(Mário Quintana)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Mais uma belíssima música de Simone Saback...deliciem-se!

Vai
Composição: Simone Saback

Espera aí!
Nem vem com essa estória
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi

Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério...
Vivi pra você
Morri pra você

Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
Pois então vai!
A porta na verdade nem existe

Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça, suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim

Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
'Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim

(Pois então) vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
(Pois então) vai!
A porta na verdade nem existe

Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Uhuu, de volta pra mim
De volta pra mim...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

É só fechar os olhos e ver...

Quantas vidas?
É incrível a sensação de plenitude e alegria que os dias nublados me causam.
Não sei explicar, mas eles me encantam.É como se eu conseguisse ao olhar pela janela adentrar o mundo dos céus, passeando entre nuvens e sentindo o carinho de seu toque em meu rosto, da chuva esfriando meu corpo e da cinza cor, acalmando meu espírito, com a paz que ela transmite.
Olho agora, e através do espesso vidro não vejo nada além de gotas dançando em sua superfície, quer dizer, ao longe vejo o contorno dos prédios cobertos pela névoa branca que colore a chuva.
Depois de algum tempo já não vejo mais os prédios, nem as antenas de TV, mas vejo pequenas cidades suspensas, pessoas sorridentes de rostos conhecidos, outros não. Vilarejos com casinhas de alpendres, enfeitados por flores amarelas, com cadeiras de balanço e um céu cor de prata, lugares onde gostaria de poder estar agora.
Ah, às vezes me pergunto porque não podemos voar, também já seria pedir demais a Deus que já nos é tão generoso. Acho que sei bem porque ele não nos concedeu o dom de voar.
Imaginem quantos corações não deixariam o amor à sua espera em troca de uma aventura do outro lado do mar ou até mesmo do outro lado da chuva. Bom, mas também podemos pensar que quantos corações não seriam visitados quando a chuva começasse a cair e batesse aquela saudade louca de estar bem juntinho do seu amor.
Tudo na vida tem seus dois lados. Se não temos asas, temos pernas e imaginação. Podemos sair correndo e gritando alto o quanto somos felizes porque estamos indo ver aquele(a) que nos faz acordar sorrindo ou até mesmo fechar os olhos e transmitir em energia o tamanho do nosso amor e da saudade que agora nos toma. Se fizermos isso com certeza o outro(a) sentirá o mesmo, onde quer que esteja, ele(a) sentirá a força do amor.
Será que um dia comum nublado, chuvoso, nos causa tudo isso?
Me desculpem meus amigos, mas podemos ser tudo, sentir tudo, ir a qualquer lugar é só querer, mas o mais difícil é a gente querer lá do fundo. Se assim o fizermos poderemos nos livrar de nós mesmos, pelo menos por instantes e escolher quantas vidas ter.
A chuva tá passando, mas sua casa continua pintada de cinza, como a minha alma nesse momento está em paz, na paz da sua cor. Acho que ela está partindo em busca de outros corações, outras vidas, outros olhos fixados em janelas, prontos para sonhar com o infinito e voar ao encontro do amor.
O que você consegue ver através do vidro quando está chovendo?
É só uma curiosidade(risos)..., mas quando chover de novo, olhe bem para a janela.
Lua

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Ele pulsa, vezes sim, vezes não...

Coração

Na terra do coração passei o dia pensando - coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação - repetido, invertido - ação, cor - sem sentido - couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.
Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.
Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.
Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.
Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.
Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.
Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.
Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.
Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.
Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.
Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.
Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.
Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.
Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.
Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.
Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração teu.

(Pequenas Epifanias, crônicas)

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Quem assim seja...

"Só por hoje"

Queria fazer uma canção de amor
.
Para dizer do quanto sinto por você
.
Para te fazer fechar os olhos e dizer:
.
Fica aqui comigo só mais uma vida.
.
Queria fazer para ti uma rima
.
Daquelas que cantam um amor sem fim
.
Para sentir de novo teus braços em mim

.
E esquecer que chegou a hora de me despedir
.
Queria te fazer versos enluarados
.
Para te fazer delirar em pecado
.
E assim me dizer baixinho:
.
Nunca mais vou te esquecer.
.
Mas, como não sou poeta e nem cantador
.
Não faço rimas e nem canções de amor
.
Rogo a Deus por teu amor
.

Por todas as noites que em mim descansa teu cansaço
.

Por todos os dias que acordo e velo teu sono
.
Que sejam meus enquanto durar os céus.

.
Lua


segunda-feira, dezembro 11, 2006

Trago-te...

Sorriso da Lua
Trago-te um sorriso neste dia ensolarado
Para que com ele brinques e sonhe
Como nos dias de Natal da tua infância
Que esperavas anoitecer para receber o presente
Que tanto havia desejado durante um longo ano
E ao receber tua alegria parecia ser eterna
Trago-te um sorriso para que não deixes escapar
As pequenas alegrias trazidas pelo vento
Que enrosca em teus cabelos
Faz melodia assobiada em teus ouvidos
E sem querer tu deixas passar
Mas, escuta!
Pois, sou eu que estou indo dizer que amo você...
Trago-te um sorriso embrulhado em papel laminado
Com laço vermelho e rosas douradas
E um pequeno cartão feito de céu azul
Escrito no verso:
Cuidado FRÁGIL e APAIXONADO!
Trago-te um sorriso e o carrego de longe
Na minha bagagem, dos confins do espaço
Da longíqua morada onde preparo para ti meu coração
Entre nuvens, estrelas, promessas e canções
Que sempre me são pedidas ou dedicadas
Por corações apaixonados que batem nesta Terra
Para onde vou agora em longa jornada
Te pedir um cantinho, um abrigo, um espaço
Trago-te um sorriso da Lua
Que é para pagar o aluguel
Pois, no seu coração encantado
Quero para sempre viver.

Lua

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Flores Adormecidas








...............

Quero deitar com você
Na relva fria do anoitecer
Cobrir meus olhos de estrelas
Que brincam no céu do teu olhar
Ter a Lua como abajur
E com sua luz ver teu sorriso
Felicidade estampada
Pelas curvas que enquadram
Meus traçados quadris
Nos teus desejos juvenis
Ouvindo suspiros da imaginação
Posso me espelhar completa
No espelhado reluzir
Da tua fina retina
E assim me ver
Bonita...
Entre flores adormecidas

............................... Lua

quinta-feira, novembro 30, 2006

"Longa metragem"

Cada dia que Deus me permite nascer de novo nesse mundo acredito mais e mais na força e grandeza que o amor nos traz.
Só mesmo um sentimento tão transcendental tem o poder de transformar os seres humanos de meros expectadores a protagonistas no filme da vida.
A quem diga que pagar para ver é bem melhor do que protagonizar, eu porém não concordo.
Não há nada como acordar e ver o dia nascer mais claro e seu sorriso está mais largo no espelho.
Contar as horas para ver o seu amor e esquecer de tudo que te chateou ou fez chorar ou até mesmo não te fez sentir nada, como as vezes nos sentimos com a monotonia gratuita de nossa globalização informatizada.
Ninguém mais precisa se vê, basta mandar um e-mail e tá tudo resolvido.E a solidão sucumbe todas as formas de carinho que tanto temos a dar e tanto somos carentes de receber.
É por isso que todos os dias agradeço a Deus por amar e por ser amada de maneira vida, quente e real.Através de sorrisos, carinhos e mãos que posso sentir segurar as minhas e assim ver a vida acontecer de verdade.
Encontrei o meu amor e ele me faz feliz em todas dimensões e assim o procuro fazer, é simples, não tem tantos segredos ou mistérios como tentam fazer dele. É palpável e possível, você aceita?
Se dê essa chance, saiba viver um grande amor e não fazer sobreviver uma relação.
Sei que isso está até parecendo texto de livro de auto-ajuda, mas é só uma realidade que eles tentam vender como quase impossível e só eles através de palavras como essas farão seus leitores serem felizes ou encontrar um amor de verdade.É tudo mentira!Tudo está dentro de nós ou mesmo do nosso lado, é só olhar ou tirar de dentro e fazê-lo presente.
Amo o meu amor que Deus me deu e rezo para ser feliz com esse amor por todos os dias que Deus me permitir viver e que assim seja.
.
.
Meu filme é um longa metragem baseado em fatos reais.
Não perca nos melhores espaços, ruas, avenidas, bares, praças e até cinemas da cidade.
Imperdível!!!Vocês vão ver o quanto o amor tem a nos oferecer...

"Linda música"


Doce Presença
Ivan Lins

Sei que mudamos desde o dia que nos vimos
Lá nos olhos que escondiam meu destino
Luz tão intensa
A mais doce presença
No universo desse olhar

Nós descobrimos nossos sonhos esquecidos
E ai ficamos cada vez mais parecidos
Mais convencidos
Quanto tempo perdido
No universo do seu olhar

Como te perder
Ou tentar te esquecer
Inda mais que agora sei que somos iguais
E se duvidares, tens minhas digitais
Como esse amor pode ter fim?

Já tens meu corpo, minha alma, meus desejos
Se olhar pra ti, estou olhando pra mim, mesmo
Fim da procura
Tenho fé na loucura
De acreditar que sempre estás em mim.

terça-feira, novembro 07, 2006

Olhe para o céu, ela está a sua espera...

Estrela
Gilberto Gil











Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir
Há de apagar
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê chorar
O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair
Ou então
De uma estrela cadente se jogar
Só pra ver
A flor do seu sorriso se abrir
Hum!
Deus fará Absurdos
Contanto que a vida
Seja assim
Sim
Um altar
Onde a gente celebre
Tudo o que
Ele consentir

sexta-feira, outubro 27, 2006

Lindo presente...

Ao anônimo que me enviou este lindo presente, a minha felicidade e emoção...

Tempo presente

Queria fazer uma declaração
De amor, de bem querença
E dizer que tua presença
Traz prazer a meu coração

Queria, apenas, poder dizer
Teu sorriso me faz bem
E teu olhar sempre me tem
Refletido em teu viver

Queria usar neste verso
O verbo em tempo presente
E te dizer, pessoalmente
"Te quero no durar do universo"


"Sem título"

...










...
Sensoriais sentidos
.
Entre pernas e mãos
.
Que se cruzam no horizonte
.
Distante de tudo e todos
.
O amor acontece sublime
.
No quarto dos fundos...

Lua

Assim me sinto quando estou com você...


O Mundo aos Meus Pés
(Los Hermanos)

Composição: Marcelo Camelo

Nada parece tão só
Quando estás aqui pra me dar seu amor
Quando estás aqui pra me dar seu desejo
Meu bem você traz o mundo aos meus pés,
O mundo aos meus pés.
És a rosa que brilha no sol
És estrela de luz sobre o luar
És o amor de mais pura emoção
És verdade entre o céu e o mar
E o mar não há de ir...
Embora pareça que estou apenas
Contando histórias de amor
Eu já não sabia mais como dizer
Que eu te quero tanto.
Brilhas como o sol...
És a rosa que brilha no sol
És perfume de rosa na mão
És a cura mais forte pra dor
És certeza entre o sim e o não
E não amar você é
Loucura

quarta-feira, outubro 25, 2006

"A tempestade que chega é da cor dos teus olhos..."

Dia nublado,
frio.
Monotonia de uma quata-feira,
sem Sol.
Mesmo assim,
O céu está bonito.
Nem sempre
o nosso sorriso está colorido para estar bonito.
Imagina o dia,
ele também tem seus "dias" cinzas.
Sem cor
Sem luz
Sem calor
Mesmo assim,
meu coração vibra ao ver a chuva.
Tão linda,
dando adeus ao céu e nascendo na terra.
Nós também,
precisamos dar adeus ao de sempre e nascer no novo.
Renascer
Germinar
Florir
Envelhecer
E morrer de novo...
Não falo em corpo,
mas em mente repletas de idéias que morrem sem espaço.
Façamos como a chuva.
Vamos abandonar nossas belas nuvens
e partir...
Cair na terra nova
para renascer e ter espaço para florir.
Temos que abandonar nossos guarda-chuva,
pois eles impedem as gotas de reencarnar em nova missão.
Acreditemos,
somos capazes de fazer felizes nossos corações.
Assim como o meu está feliz da vida
nesse dia chuvoso.
Frio...

Lua

segunda-feira, outubro 23, 2006

Em nossos corações, ela sempre renasce, todos os dias em diversos tempos e lugares do mundo...

Vidas da Música










E viva a música
em todas as suas categorias
Seja ela poeta ou poesia
Bem ela sempre nos faz.

Não importa quando
muito menos onde
Mas que seja sempre ela
a encantar o lugar.



Entoada na esquina ou no morro
pela sorte ou pelo tolo
Príncipe ou mendigo da razão
Bela ela sempre será.

E viva a música
em todas as suas dimensões
Em todas as suas vidas
e tantas encarnações.

Que ela nunca alcance
a falível perfeição
Para que não padeça
e nunca morra.


Assim, encarne de vez
No seu leve corpo
Sons da nossa ilusão
que não tardam em pedir socorro.

E viva a música
em sua loucura sã
Pela certeza da escolha
ou simplesmente pela dúvida...

.

De amar

.
o Amor
ou
a Canção
.


Lua

segunda-feira, outubro 16, 2006


"Sempre digo que tento, mas na verdade nunca tentei te esquecer.
Nunca tentei me afastar de você e mentir é pecado.
Pequei, quantas vezes pequei…
Por não ter tido coragem de me jogar daquela cachoeira
E cair nos teus braços molhadaos e ansiosos
Que tanto me esperavam lá em baixo…
Por não ter me livrado da vergonha de corer atrás de você
Quando dissestes que precisava ir e eu, simplesmente deixei,

Sem nem sequer reagir e aceitei…
Por ter errado o caminho de sua casa de propósito
Porque meu medo de enfrentar superou a vontade de estar tão perto e sermos naquela noite um só…
Pequei, como nunca deveria ter pecado.
Quando perdi a única coisa que me fez ser feliz
E que me fez conhecer o amor, pois antes eu nem sequer sabia ser capaz.
Agora me agarro com o que me restou, lembranças, desejos e cartas…
Que leio sentada num canto o que você me escreveu no antes.
Meu coração ficou tão apertado quanto o canto desse quarto sem você.
Minha inspiração partiu quando fostes embora sem olhar para trás
E todos os dias eu parto, só não sei para onde.
Toco um tom, sinto o sabor, vejo em mim a tua cor…delírios.
O que mais posso fazer?

Tua solidão dói em todos as esquinas do meu corpo.
E tu, promestestes nunca mais voltar
Não posso duvidar dessa verdade tão clara.
Amo suas palavras, suas vozes, seus apelos...
Amo sua pele, seu amor, suas amarras...
Amo você muito mais do que a todos que digo amar e amo.
A última coisa que faria agora era me afastar de você, só queria poder escolher…
Não te perder de novo seria minha única razão.
Queria deitar no teu colo quente e sentir no teu mistério par decifrar as respostas
Dos teus sonhos, desejos, vontades, angústias e medos, mas sei que não posso querer.
Errei em não sonhar contigo quando estava em todos os teus planos
E agora é injusto querer invadí-los.
Assim a vida se faz, assim tudo recomeça e segue seu caminho...
Você poderá contra comigo em segredo, com o meu sorriso, meu grito, um abrigo para teus dias nublados sera o meu coração distante. "

Amo-te em todos os meus anoiteceres até o dia em que o dia não acabar.


P.S: Carta encontrada debaixo de uma mesa de bar em Guaramiranga, sem data.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Que as crianças possam sempre cantar e cantar a beleza de serem eternas apredizes...

Que as Crianças Cantem Livres

Taiguara












O tempo passa e atravessa as avenidas
E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé
E o vento forte quebra as telhas e vidraças
E o livro sábio deixa em branco o que não é

Pode não ser essa mulher o que te falta
Pode não ser esse calor o que faz mal
Pode não ser essa gravata o que sufoca
Ou essa falta de dinheiro que é fatal

Vê como um fogo brando funde um ferro duro
Vê como o asfalto é teu jardim se você crê
Que há sol nascente avermelhando o céu escuro
Chamando os homens pro seu tempo de viver

E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ao Povo Bandeirante..

Parabéns Paulistas !!!
"Democracia é coisa séria. E a gente respeita o voto consciente da gente bandeirante...
E o povo da terra mostrou mesmo que sabe votar. Na cabeça, Paulo Maluf, dos cárceres para a Câmara Federal. Reparou-se uma falha grotesca da Justiça. Depois, Celso Russomano, o nobre pugilista de rua, honestíssimo homem de imprensa. Juntos, conduzirão mais tantos honoráveis "zés" de Piratininga ao Congresso.Depois, Clodovil Hernandes, orgulho da moda nacional. Na Câmara, certamente aprovará a Lei que nos designa, oficialmente, "sub-raça", conforme sua bronca na entrevista da Folha. Se bem-sucedido, certamente ganharemos o primeiro "holandês" por opção do Parlamento.Por último, o prolífico Enéas, do Prona, que terá mais quatro anos para aprovar a construção da bomba atômica brasileira.Bravo povo paulista, que quase bota fora esse atrevido Suplicy. De fina estirpe, mete-se somente com projeto de auxílio aos pobres. Ele ouviu a advertência. Que, agora, se comporte.Bravo povo paulista, que nunca se liga nessas bobagens de CPIs. Crédulo no Estadão e na Folha, levou para o Palácio dos Bandeirantes o maior negociador de ambulâncias da história brasileira. Logo, teremos uma concessionária de veículos médicos no Morumbi. Ah, e muitos, muitos negócios nas licitações para o fornecimento das rampas anti-mendigo.E, por fim, palmas para quem vê, no Brasil, um novo horizonte a partir da disciplina prescrita pelo Monsenhor Escrivá. Podemos já queimar a gaveta com as 65 CPIs natimortas. E assumiremos que a Nossa Caixa é bem gerida. Estenderemos a todo o país a nossa máquina de fazer dinheiro com pedágios. Ah, e o Palácio do Planalto tem lugar de sobra para os 400 vestidos de luxo transacionados pela candidata a futura dama. O próximo passo será transformar a Granja do Torto em filial da Daslu, sempre isenta de impostos. Ah, e daqui a alguns dias, se o futuro candidato a presidente e ex-governador da bela São Paulo for eleito, a Daslu deverá criar a moda masculina e exclusiva para burgueses requintados, mas que nunca precisam pagar a conta, pois é só esquecer os impostos e tá tudo pago.É Saaampa, exportando o luxo para o cerrado."
Fazer o que né?!
Fico no enquadramento da pena de não saber votar...e para os conscientes eleitores paulistas, mais uma vez os meus Parabéns!!!

terça-feira, outubro 03, 2006

Tão pequenas, tão intensas e por vezes tão reais que quase posso tocá-las...

PEQUENAS EPIFANIAS


(Caio Fernando Abreu)


Dois ou três almoços, uns silêncios.
Fragmentos disso que chamamos de “minha vida”.

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Há alguns dias, Deus, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro...

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...Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério...

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...E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração...

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...Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania.

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...Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

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...

Emoção...

Simone Saback, que honra!

Fiquei muito feliz com o seu comentário e peço-lhe que entre em contato novamente, pois quero saber mais de você e de suas canções, que sei o quanto são lindas, basta ouvir...Mãos Atadas, Vida e Acidente de Percursso, mas eu quero mais!!!

O Brasil precisa do que é bom, de artistas como você que sabem fazer arte que alimenta a alma, colore de vivas cores o nosso coração e nos enchem o peito de orgulho. Viva as músicas e músicos brasileiros que possuem em si um pouco da alma de cada de um nós e que tem em si, um coração ainda palpitante.

"E viva a música em todas as suas dimensões em todas as suas vidas e encarnações e que ela nunca chegue a falível perfeição, para que não morra na esquina ou no morro, pela sorte ou pelo tolo, príncipe ou mendigo da razão, nem simplesmente pela dúvida

de amar

o amor ou canção."

Beijo grande,

Lua








quinta-feira, agosto 24, 2006

Será que ela existe mesmo ou só anda perdida por aí?!

Paz?










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Fatos e fotos
Retratam a vida
Pintada em vermelho
Pelo sangue derramado
De inocentes sem vida

Em seus leitos de paz
Paz?
Palavra vencida
Passada da validade
Sem a menor vaidade

Perdeu o status
Em tempos de dores
E lágrimas insones
Onde nada somos
Ou nem sequer podemos sonhar...
Diante de tantos ataques
Fogo cruzado entre povos
Assistimos como expectadores

Aterrorizados pela fumaça
Que densa se faz e desfaz
Triste cidades em pedaços
Onde vidas vão sendo roubadas
Por covardes ladrões de almas
Ouvimos gritos soltos

Altos, perdidos no espaço
Desesperados pedindo socoro

Em busca de um fio de esperança,
ESPERANÇA?!!!
Mas essa de tão velha
Já nem ouve mais.

.
.
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quarta-feira, agosto 09, 2006

Sem palavras...

... "quando penso que na vida conheço alguma coisa sobre caminhos, aprendo que o caminho conduz sempre a algum lugar novo “porto seguro ou além-mar”. E que um lugar pode viver dentro de uma pessoa." Tens luzes dentro de ti! Luzes que deságuam no oceano do corpo e que inundam o poço profundo dos olhos dos passantes que te rodeiam. Teus cabelos adornados pelo céu são como flores amarelas, que enfeitam as casa simples dos moradores da bela serra onde te conheci. São amalgamas do mais belo fogo adoçado que queima vespertino de dentro para fora de nós. Teus olhos urgem demonstrar segredos que teimas em manter cativos dentro de ti. São auréolas divinas que norteiam a verdade que carregas consigo. O acaso sereno e belo do balé incidental e sincero das crianças que dividem a existência entre o prazer de ser e amar. São as amostras das virtudes, finos e transparentes como a pele do pêssego... Mas profundos como a beleza plástica das romãs. Tua boca “odisséia” tem a curvatura retilínea e uniforme do âmbar florido em mel cristalino. Parece uma passagem serena para um caminho sem volta, donde pode ser possível senti todas as virtudes, e alguns mistérios envoltos num sorriso azul turquesa: - cálida viagem ao infinito. Toca-los seria reordenar o mundo finito que se compôs em função da perda daquilo que confiamos chamar de paraíso. Teu corpo foi ornado por deuses silvestres que caminhavam, em boa hora, rumo a uma celebração dominical. Tens a estatura perfeita para correr descalça, saltar as ondas do mar, caminhar por dunas em busca do mais belo pôr-do-sol, ou reverenciar a lua por sobre as muralhas urbanas. Ao passo que tens estrelas que escapolem por todo o corpo. Curvas sinuosas, harmônicas, voluptuosas, tão envolventes que podem desconstruir a firmeza viril e lúdica de todos os cavalheiros de boa fé. Tuas mãos são belas, suaves, delicadas, femininas, apontam para vitória. Tua crônica é assim... Como você! Não têm começo nem tem fim... Justifica-se por si mesma. Como o forte amor que representas... Quando eu deixar as coisas de menino e me torna homem. E isso será antes de ti. Quando for tarde em meu viver e as luzes se fizerem pequenas na minha vista cansada. Quando deitado, prostrado diante do mundo me entregar à razão alheia daqueles que vieram me buscar. Quando a rua se fizer mais turva e o badalo final de um último sopro de vida se consumar. E se alguém tardar em me perguntar o que de belo vi nesse mundo de tantas coisas vivas, mas também de desalinho e tristeza. Quero dizer que te conheci. E que você ainda vive. Que te senti e experimentei de tua luz.. Que assim seja!
Querido amigo,Vinícios Ferraz – sem titulo (algum dia entre 17 e 18 de julho).

quarta-feira, agosto 02, 2006

O que falar dessse livro? É difícil, ele já diz tudo.

O que falar desse livro? É difícil, ele já diz tudo.
Infantil? Talvez. A doçura das palavras e crenças em sentimentos tão puros e sinceros que os adultos ainda não compreendam. Lições de amor cativado, laços eternos de amizade, mesmo essa estando distante em outro planeta.
A busca do homem por tudo que é externo, esquecendo que nem ele mesmo se encontrou. Sejam bem vindos ao universo do Pequeno Príncipe, o planeta dele é muito pequeno, porém seu coração abriga o universo.
A Exupèry o meu mais sincero agradecimento e admiração.

" - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto..."

" - Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.
O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

"- O que é importante, a gente não vê...
- A gente não vê...
- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.
- Todas as estrelas estão floridas.
- Tu olharás, de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim, Minha estrela será então qualquer das estrelas. Gostarás de olhar todas elas... Serão, todas, tuas amigas. E depois, eu vou fazer-te um presente...
Ele riu outra vez.
- Ah! meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!
- Pois é ele o meu presente...
- Que queres dizer?
- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...
- Que queres dizer?
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!
E ele riu mais uma vez.
- E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.

Tu explicarás então: "Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!" E eles te julgarão maluco.
Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem..."


Acredito que por isso as estrelas e os mistérios do céu infindo tanto me encantam...Sei que em uma delas habita um belo principezinho que um dia me ensinou a sorrir e chorar, ou melhor, me ensinou o verdadeiro sentido da palavra "amor".

Renata Costa

terça-feira, agosto 01, 2006

Borboleta pequenina saia fora do rosal, venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal...

Borboleta Azul










Borboleta azul
Que paira mansa no ar
Em busca do teu universo
Inverso nas pétalas
Da tua preferida flor lilás
Bailado suave
Encantador olhar
Através de tuas asas
O tempo vive
E a felicidade renasce
Em tons de todas as cores
Lilases...
Vens de lugares longínquos
Para enfeitar a singela primavera
E padecer no crepusculário
Onde num dia qualquer
Sentada em frente ao mar
Sonhaste com o encontro
Do infinito com as tuas mãos
E assim...
Naquele momento, sem querer;
Foste para sempre feliz.